A investigação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes, especializada no combate a organizações criminosas

O delegado da Polícia Federal Fares Feghali, chefe da Delegacia de Repressão a Drogas, disse durante coletiva na sede da PF em Rio Branco, que os dois advogados presos na manhã desta quarta-feira, 17, na Operação Tróia, desencadeada em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual, atuavam como mensageiros do Comando Vermelho no Acre.

“A operação de hoje é bastante simbólica também. Nós sabemos a importância da advogacia e a nobreza da profissão. A função desses advogados que eram na verdade criminosos era levar recados e possibilitar conversas entre membros da facção que estavam no Regime Disciplinar Diferenciado. Isso possibilitava a comunicação do grupo e a atuação deles, desde ataques, julgamento sobre a vida e morte de outros membros, sobre a vida e morte de rivais. E nós vamos continuar o combate de todos esses que se valem da profissão da advocacia para ajudar as facções criminosas”, afirmou.

Foram cumpridos 38 mandados, 20 prisões preventivas e 18 mandados de busca e apreensão, inclusive em dois escritórios de advocacia.

Entre os presos estão o presidente e o vice-presidente do Comando Vermelho no Acre, além de conselheiros da facção criminosa.

Os nomes não foram revelados por questões de sigilo, já que mais pessoas devem ser presas na operação que ainda está em andamento. Luciano Tavares, Notícias da Hora