Transporte de combustível é liberado por 60 dias para cidades de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo

Cidades estavam desabastecidas desde explosão de barco. Vasilhas devem conter válvula de segurança.

Em uma audiência pública, que durou mais de 10 horas, nesta quarta-feira (10), os órgãos de controle decidiram liberar as operações das empresas que transportam combustível para as cidades de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. Para realizar adequações às normas de segurança, as empresas terão um prazo de 60 dias.

Participaram da reunião a Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), Agência Nacional de Petróleo (Anp), Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Corpo de Bombeiros, Marinha e representantes das prefeituras que estão desabastecidas de combustível desde a explosão de um barco que matou 6 pessoas e deixou 12 feridas, no dia 7 de junho.

Após o acidente, a Antaq e outros órgãos de controle decidiram suspender o transporte de combustível pelo rio em pequenas embarcações.

Emergência

Por conta disso, as cidades de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, que são abastecidas por via fluvial, estavam há mais de um mês sem receber combustível e decretaram situação de emergência devido à paralisação dos serviços essenciais.

“Era preciso encontrar uma solução urgente porque as aulas da zona rural já estão paralisadas, os serviços de limpeza pública estão parados, nossas equipes de saúde já não estão levando os serviços para a zona rural onde moram mais de 70% da população”, disse o prefeito de Marechal Thaumaturgo, Isaac Pianko.

Depois das alegações dos prefeitos das duas cidades, chegou-se ao entendimento e as operações de transbordo de combustível dos caminhões para as embarcações serão feitas em um porto de uma empresa que já recebe as balsas que chegam a Cruzeiro do Sul e serão acompanhadas por equipes do Corpo de Bombeiros.

Além disso, o transporte só será permitido por empresas com embarcações de ferro e em vasilhas com válvulas de segurança.

Regras

Na audiência ficou definido ainda que as empresas terão um prazo de 60 dias para providenciar outras medidas de segurança e para construir um porto específico para o abastecimento das embarcações. Também ficou proibido o transporte de passageiros e cargas nas embarcações que operam com produtos inflamáveis.

A decisão veio como um alívio para o prefeito de Porto Walter, Zezinho Barbary.

“Essa solução já era para ter sido tomada antes, porque estamos em uma situação emergencial. Estava parando tudo, os agentes comunitários deixaram de viajar, deixamos de levar os serviços essenciais para a população. Então, para nós é um alívio muito grande, porque agora vamos poder retomar as aulas, os agentes irem para suas áreas e realmente retornar os trabalhos que temos que fazer para a população”, afirma Barbary. Do G1 Acre