Sete pessoas são condenadas a mais de 230 anos por morte de jovem em Rio Branco

Júlie Ribeiro foi mantida em cárcere privado antes de ser assassinada por facção criminosa de Rio Branco. Júri começou na segunda (8) e terminou nesta quarta (10) com condenação de réus.

Após três dias de júri popular, a Justiça do Acre condenou, nesta quarta-feira (10), sete pessoas pela morte da jovem Júlie de Lima Ribeiro, de 19 anos. Em penas somadas, o grupo foi condenado a mais de 230 anos de prisão em regime inicial fechado.

O corpo de Júlie foi encontrado em decomposição em janeiro de 2018 no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, às margens de um igarapé.

Segundo as investigações, a garota foi mantida em cárcere privado por cerca de cinco dias. Após esse período, Júlie foi julgada por membros da facção que pertencia por traição.

Equipes dos Bombeiros, Polícia Civil e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para atender a ocorrência. O cadáver estava enterrado próximo a uma escola e os bombeiros foram para desenterrar.

Julgamento

O resultado do julgamento, dado pelo Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri, foi publicado no Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), logo após a finalização dos trabalhos, nesta quarta.

O grupo foi condenado por homicídio qualificado, cárcere privado, tortura, ocultação de cadáver e organização criminosa.

O julgamento iniciou nesta segunda (8), com interrogatórios e depoimentos. Já na terça (9), houve os debates e nesta quarta (10) a conclusão.

Caso

A Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) apresentou dois suspeitos: Felipe dos Santos, de 19 anos, e Felipe Brito do Nascimento, de 18, suspeitos da morte de Júlie.

Na época, o delegado Cristiano Bastos explicou que outras quatro pessoas eram suspeitas da morte e estavam presas por outros crimes. Havia ainda um menor apreendido pela morte de Julie.

“Ela teve envolvimento com outra pessoa e foi acusada de ter traído essa primeira facção e ter ido para outra. Além disso era acusada de ter cometido um crime também contra um dos integrantes da facção. Nesse sentido, os envolvidos na facção criminosa acreditaram que ela teria traído, passaram a procurá-la pelas ruas e quando encontraram mantiveram em cárcere”, falou na época. Do G1 Acre