Justiça mantém condenação de acusados de matar amigos e depois esconder corpos

Trio pediu absolvição, desclassificação do crime de latrocínio para homicídio e atenuante da confissão. Câmara criminal rejeitou, por unanimidade, recurso.

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre manteve a condenação do trio acusado de matar e ocultar os corpos dos amigos Fernando Oliveira, de 54 anos, e Jean Carlos de Almeida, de 42, em junho de 2017.

Eles foram condenados, em agosto de 2018, a mais de 80 anos de prisão em regime fechado por latrocínio e ocultação de cadáver.

Conforme o TJ-AC, o trio havia entrado com recurso pedindo absolvição, desclassificação do crime de latrocínio para homicídio e atenuante de confissão.

Os desembargadores rejeitaram os pedidos por unanimidade e mantiveram a sentença dada pelo juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco. A decisão foi publicada na edição desta quarta-feira (5), do Diário da Justiça.

Os amigos sumiram no dia 8 de junho de 2017 após saírem para comprar gado na zona rural de Rio Branco. Os corpos da dupla foram encontrados na tarde de 17 de julho de 2017 enterrados no Ramal do Mutum, região do município do Bujari, interior do Acre.

Após as investigações, a Polícia Civil prendeu, em setembro de 2017, Irades da Silva Barros. Ela foi acusada de atrair os amigos para a propriedade rural com a intenção de roubar as vítimas. A mulher foi condenada a 27 anos e seis meses de reclusão.

Ainda conforme o TJ, Jessé Oliveira Rodrigues que era o caseiro da propriedade e teria auxiliado na ocultação dos cadáveres, foi condenado a mais de 27 anos de prisão.

Já Charles Fernandes de Araújo que foi preso um mês e meio após o crime, depois de se esconder em uma outra propriedade, foi condenado a mais de 31 anos. Araújo teria executado as vítimas a pauladas. Todos cumprem pena em regime inicial fechado.

Do g1 Ac