De 11 casos suspeitos, Cruzeiro do Sul confirma dois pacientes com gripe H1N1

Saúde alerta de que doença é de fácil transmissão e precisa de cuidados. Os resultados mais recentes foram divulgados na última semana.

Em Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do Acre, nos primeiros meses deste ano, 11 pacientes deram entrada nas unidades de saúde com sintomas da gripe do tipo H1N1. Desses, o resultado dos exames indicam que 7 deram negativos; um foi descartado por falta de critérios epidemiológicos e dois casos foram confirmados. Apenas um ainda não teve o resultado concluído.

Dos dois casos de H1N1 confirmados, um teve o diagnóstico concluído no mês abril. É de uma paciente de 22 anos, que procurou uma unidade de saúde no dia 25 de fevereiro reclamando de fortes dores no corpo e na cabeça, febre alta e muita dificuldade para respirar. O exame feito pelo Instituto Evandro Chagas que confirmou o resultado positivo.

O outro caso foi confirmado em maio foi de uma paciente também jovem, de 25 anos, que mora em uma comunidade rural. Ele tinha procurado uma unidade de saúde no dia 9 de março com os sintomas da doença e teve o material encaminhado para o mesmo instituto que confirmou o vírus do tipo H1N1.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, as duas jovens contraíram o vírus no próprio município, pois não saíram da cidade. A suspeita é que o contágio tenha sido feito por meio de um amigo delas que veio de Manaus, onde foi acometido da influenza H1N1. As duas pacientes foram acompanhadas por equipes de saúde e já estão recuperadas.

Os resultados mais recentes foram divulgados na última semana. No dia 29 de maio, a secretaria apresentou o exame com conclusão negativa para um rapaz que também apresentou os sintomas e teria procurado uma unidade de saúde em abril.

“Vale destacar que todos esses casos foram notificados nos primeiros meses do ano. Ultimamente não estamos tendo novas notificações de casos suspeitos de H1N1 nas unidades de saúde”, afirma a coordenadora em exercício da Vigilância Epidemiológica, Rafaela Oliveira.

O último caso que está em investigação deve ter o resultado concluído nas primeiras semanas de junho. O paciente teve os sintomas em abril e o laboratório dá um prazo de 60 dias para concluir o exame.

“As pessoas ainda precisam ter a preocupação, porque é uma doença de fácil transmissão. Tivemos a campanha de vacinação agora e a gente conseguiu atingir a meta, porém, ainda é possível tomar a vacina aqueles que ainda não foram imunizados. Além disso, se alguém apresentar os sintomas procure as unidades de saúde para atendimento médico e possível investigação do caso”, orienta Rafaela. Por Mazinho Rogério, G1 Acre