Mais de 90% da população acreana não tem o hábito de fumar, aponta pesquisa

Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que, do total de pessoas ouvidas na capital no ano passado, apenas 9% disseram ser fumantes.

Mais de 90% da população acreana não tem o hábito de fumar. É o que mostra uma pesquisa do Ministério da Saúde, divulgada na sexta-feira (31), em que 9% dos acreanos afirmavam ser fumantes em 2018.

As informações são do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que entrevistou 1.461 pessoas na capital acreana, sendo 524 homens e 937 mulheres. A pesquisa completa ainda não foi divulgada.

Em 2017, o número de fumantes representavam 10,7% na capital acreana, Rio Branco. Na época, foram entrevistadas 1.831 pessoas, sendo sendo 699 homens e 1.132 mulheres. Conforme o estudo, dos fumantes, 15% eram homens e 6,8% mulheres.

Fumantes no Brasil

A nível nacional, a pesquisa aponta que o índice de pessoas que se dizem fumantes é 9,3%. Nos últimos 12 anos, a quantidade de pessoas que fumam caiu 40% no Brasil. Conforme o Ministério, há uma “tendência nacional de queda constante desse hábito nocivo para a saúde” no Brasil.

As capitais com mais fumantes são: Porto Alegre (14,4%), São Paulo (12,5%) e Curitiba (11,4%). As que têm menos fumantes são: Salvador (4,8%), São Luís (4,8%) e Belém (4,9%).

Em 2006, os fumantes eram 15,6% da população, de acordo com a pesquisa. Os homens ainda fumam quase duas vezes mais do que as mulheres. Entre os homens, a porcentagem de fumantes em 2018 foi de 12,1%. Já a parcela de mulheres fumantes, 6,9%.

Os jovens tendem a fumar mais do que os mais idosos. Entre as pessoas com 18 a 24 anos, a proporção de fumantes chega a 6,7%. Entre aqueles com mais de 65 anos, os que fumam são 6,1%.

Porém, a maior parte dos fumantes está mesmo entre as pessoas com idade de 55 a 64 anos, cujo índice é de 12,3%.

O estudo também mostra que os menos escolarizados são os que mais fumam: 13% dos entrevistados com até 8 anos de escolaridade dizem ser fumantes. O menor percentual de fumantes está entre os que tiveram oportunidade de estudar por 12 anos ou mais (6,2%). Por Iryá Rodrigues, G1 Acre