A inspiração do sujo e o mal lavado: A moda agora é o sujo buscar argumentos no mal lavado

Escravos que sempre foram do retrovisor, e já não tendo como fazer uso de argumentos puritanos na base do, digamos, politicamente correto, o pessoal do governo resolveu mudar de estratégia.

A referida estratégia retórica de defesa foi inaugurada oficialmente ontem por intermédio da fala da maior autoridade em fisiologismo político – política como balcão de negócios – em atuação no Acre dos dias atuais.

Quem? Quem? Ele mesmo, o Deputado Luiz Tchê!

Ontem, na Sessão Solene que inaugurou o uso do referido argumento – na base do “não tô nem aí para o que os outros irão pensar” – agora já posicionado do outro lado do balcão e cuspindo no prato que comeu, o heroico líder do governo mais atrapalhado da história resolveu ‘alcaguetar’ a companheirada do PT, até dois meses atrás, seus fiéis aliados.

Disse o gaúcho, na forma de acusação ao governo que tanto serviu (e lhe serviu), que o ex-governador Tião Viana teria nomeado 4.500 pessoas para cargos comissionados.

Poucas horas depois, o ‘queijo’ foi dividido cirurgicamente em 15 partes iguais e os defensores do governo passaram a poluir as redes sociais com o melhor argumento encontrado pelo deputado mascateiro para justificar a ampliação dos cargos comissionados do governo Gladson após míseros cinco meses.

É verdade que Tião Viana nomeou gente descumprindo o teto quantitativo legal? Sim, é verdade!

Tchê, agora Mascote Oficial do Rei, esqueceu apenas que foram 2.500 cargos e que tal inchaço se deu após quase 20 anos de poder.

O mascate também esqueceu que ele próprio, por diversas vezes, quase sempre botando a faca no pescoço dos governantes petistas, negociou cargos em troca de apoio político na Aleac, postura que lhe rendeu a fama de ser um dos mais vorazes negociantes de Cargos Comissionados de todos os tempos no Acre.

Ainda bem que existem bons gaúchos na Aleac para o necessário contraponto ao Mascate do Rei.