Ônibus escolar atola e alunos precisam empurrar veículo no Polo Benfica, em Rio Branco

Moradores fecharam Rodovia AC-40 duas vezes em menos de uma semana para pedir melhorias no ramal. Prefeitura prometeu que uma equipe da Emurb vai até o local na segunda (29).

Após dois protestos, os moradores do Polo Benfica, em Rio Branco, continuam sofrendo com as condições dos ramais. Entre a noite de terça-feira (23) e quarta (24), dois ônibus atolaram na comunidade, entre eles um escolar.

Imagens encaminhadas pelos moradores mostram os alunos empurrando o ônibus com outras pessoas. O veículo ficou preso na lama quando os estudantes retornavam da escola para casa.

Tropa de choque e bomba de gás

Em menos de uma semana, moradores fecharam a Rodovia AC-40 para pedir melhorias no polo. O primeiro ato ocorreu na quarta (17) e o segundo nesta terça (23). Esse último foi marcado pela ação da tropa de choque da PM-AC, que usou bomba de gás para dispensar os manifestantes.

Em nota, a Prefeitura de Rio Branco disse que houve um atraso nos serviços de melhoria do ramal que estavam previstos para esta semana, por causa de um problema com a equipe e maquinário da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb) que estão em trabalho do Ramal da Catuaba.

“Por conta disso, os trabalhos de recuperação dos principais trechos da estrada serão iniciados na próxima segunda-feira (29)”, informou a nota.

Ônibus escolar atolado

O servente geral Edielson Marinho tem um filho que depende do ônibus escolar para ir à escola. Ele contou que o veículo atolou na manhã desta quarta, no Ramal Amapá, mas que o filho estuda no período da tarde e conseguiu chegar no colégio depois que retiraram o ônibus.

“Com a chuva de ontem ficou pior, quando chove fica horrível. Nem os ramais de asfalto prestam, muito menos de terra. Pela gente não, mas temos filhos e pensamos neles”, lamentou.

O servidor Antônio Raimundo Lima revelou que um ônibus que faz a linha até o polo também atolou, só que durante a chuva da noite de terça.

“O ônibus atolou várias vezes, já perdemos as contas. Impediu a passagem de outros veículos que ficam lá para dentro. Hoje, o ônibus não passou mais da primeira ponte, que fica na entrada do bairro. O ponto crítico é perto dessa ponte, a situação ficou complicada porque o ônibus volta de lá, não entra até a final. A população está indo a pé”, lamentou.

De férias do trabalho, Lima diz que teme que chegue o dia dele voltar a trabalhar e tenha dificuldades de sair de casa por causa das condições dos ramais.

“Minha família toda trabalha, tem gente que vai para feira de manhã cedo e não tem como ir”, contou.

Por Aline Nascimento, G1