Advogado do vídeo com suposta submetralhadora volta para cadeia ao ameaçar ex em delegacia

Manoel Elivaldo cumpria pena no regime semiaberto com monitoramento eletrônico quando foi preso, nesta segunda-feira (22), na Delegacia da Mulher. Flagrante foi por ameaça a ex-namorada.

O advogado Manoel Elivaldo Júnior, condenado a sete anos por porte ilegal de arma, disparo de arma de fogo e participação em organização criminosa, foi novamente preso nesta segunda-feira (22). Desta vez, a prisão ocorreu dentro da Delegacia da Mulher, em Rio Branco, quando tentava impedir que a ex-namorada o denunciasse por agressão.

Júnior foi preso preventivamente em novembro de 2017 após dois vídeos dele circularem na internet, um onde apareceu com uma suposta submetralhadora e em outro afirmando ser membro de facção criminosa.

O delegado responsável pelo caso, Thiago Fernandes, informou que a ex-namorada do advogado registrava uma ocorrência contra ele na delegacia quando Júnior chegou no local. Segundo a Polícia Civil, o advogado foi para tentar intimidar e coagir a mulher a não fazer a denúncia.

“Ele foi preso por ameaça, injúria e perturbação da tranquilidade com relação a ex-companheira. Ela esteve na delegacia para registrar uma ocorrência e ele foi atrás dela e aí nós demos voz de prisão na delegacia mesmo. No interrogatório dele, ele nega que tenha ido lá atrás dela”, disse o delegado.

Transtorno

O advogado de Júnior, Silvano Santiago, afirmou que ele passa por transtorno de bipolaridade. Segundo o advogado, ele deve passar por audiência de custódia ainda nesta terça (24).

“O Manoel, infelizmente, permanece com problemas de transtorno bipolar e vez ou outra entra nessas confusões. A família está muito preocupada com ele. Ele foi, segundo a mãe, à procura de uma filha para tentar a guarda. Daí, em razão dos seus transtornos, ele envolveu-se nessa discussão”, disse o advogado.

Condenação

Júnior foi denunciado, no dia 18 de dezembro de 2017 pelo Grupo de Atuação Especial ao Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre (MP-AC).

O advogado foi absolvido em maio de 2018 pelo juiz Raimundo Nonato, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco. Em setembro do ano passado, após o MP-AC recorrer, a Justiça voltou atrás e condenou Júnior e determinou o imediato cumprimento da pena. Mas, a defesa entrou com pedido de habeas corpus, que foi aceito pelo STJ.

O pedido de habeas corpus foi aceito até que o Tribunal não tivesse mais nenhum recurso para julgar sobre ele.

Com um mandado de prisão em aberto, Júnior voltou a ser preso em fevereiro deste ano enquanto assistia uma audiência na sede do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). Em seguida, ele foi liberado para cumprir a condenação em regime semiaberto com monitoramento eletrônico.

Do g1 Acre