Mais de 200 Kg de peixe estragam antes de serem colocados à venda na Semana Santa

Presidente da Associação de Vendedores de Peixe disse que pescado saiu de municípios do interior do Amazonas (AM) para Cruzeiro do Sul, mas já chegou impróprio para o consumo.

Mais de 200 quilos de peixe estragaram e tiveram que ser descartados durante a Semana Santa em Cruzeiro do Sul. O presidente da Associação de Vendedores de Peixes do município, Valdecir Santos, explicou que o pescado chegou de municípios do interior do Amazonas (AM) para serem vendidos durante a Semana Santa em Cruzeiro do Sul, mas já chegaram impróprios para consumo.

Várias sacas de peixe foram descartadas, no último sábado (20), no lixão da cidade. Santos disse que os mais de 200 quilos de peixe foram levados para o lixão da cidade porque já estavam com mau cheiro e não poderiam mais ser comercializados.

“Esse peixe quando chegou aqui já não estava mais com boa qualidade. As pessoas que financiam os pescadores ainda tentaram tirar para vender na Semana Santa, mas, como já não estava bom para o consumo, a gente orientou nossos vendedores a não venderem mais esse peixe. A população não pode comer peixe de baixa qualidade”, explicou.

O presidente a associação disse ainda que os pescadores sempre tomam os cuidados necessários para evitar o estrago do produto que vem de municípios distante, a exemplo de Carauari e Itamarati, ambos no Amazonas. Segundo ele, mesmo assim, devido às longas viagens não é possível manter a qualidade de todo pescado que chega a segunda maior cidade do Acre.

“Esse peixe que vem de longe, o armazenamento dele, é todo em caixa e o pessoal tem muito cuidado, mas, como é uma caixa grande que vem em torno de 10 a 12 toneladas de peixe, é provável que o que fica na parte debaixo da caixa chegue aqui já com baixa qualidade”, alegou o presidente.

Ainda segundo Santos, o mercado é fiscalizado diariamente pela Vigilância Sanitária Municipal, mas não houve a necessidade de uma intervenção do órgão para atestar que o peixe que foi levado ao lixão já não servia para ser consumido. Os próprios comerciantes perceberam que o produto já deveria ser dispensado.

Do G1 Acre