Caso foi registrado na Rua Allan Kardec, e apesar de parecer ficção, é a mais pura realidade.

São 8 horas e atendo uma ligação. Do outro lado da linha um amigo, o jornalista Jorge Braun, narrando uma quase atividade mediúnica. Uma multa psicografada, em 2015, por um agente-médium.

O sensitivo-agente de trânsito teria vislumbrado Jorge, talvez, em uma projeção astral, na Rua Allan Kardec, com a sua motocicleta, nos moldes de motoqueiro fantasma, circulando pela ciclovia.

Nessa misteriosa aparição, a via pública é apresentada com mudanças que não constam no plano terreno, com a adição de uma ciclovia que não existiria na vida real, diz o amigo da multa mediúnica. Talvez possa ter existido tal ciclovia em outras vidas?

Em sessão, ele encaminhou um pedido aos espíritos superiores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para afastar esse espírito obsessor, mas venceu a multa psicografada. A autarquia alegou, por meio de resposta a este repórter, sem a necessidade de sessão mediúnica, que o colega perdeu o prazo para questionar o fenômeno sobrenatural em primeira instância, mas ele poderá recorrer a recorrer a segunda instância.

Jorge prometeu pedir por uma intercessão divina, além de abrir um processo judicial e recorrer a segunda instância do órgão para afastar a multa fantasmagórica que tem assombrado a vida dele todas as noites. Ele também disse ter sofrido muito com essa penalidade obsessora, ficando impedido de renovar a própria carteira de habilitação.

A multa é real, Jorge Braun reclamou por ter sido penalizado, mas alega que não estava no local, Rua Allan Kardec, e que a tal ciclovia não existe. As ilações ao nome da rua as atividades sobrenaturais não existem, servindo apenas para realizar um questionamento sobre um problema terreno, enfrentado por um motorista e o órgão de fiscalização.

Fonte: diariodoacre