A dívida com o Hospital Santa Juliana é de R$ 4, 5 milhões, e de 1,5 milhão com a Colônia Colônia Souza Aguiar, segundo informou a instituição no dia 21 de março na ALEAC.

O Governo do Estado e as Obras Sociais da Diocese de Rio Branco selaram um acordo, no sábado (30), para que a instituição dona do Hospital Santa Juliana e da casa de acolhimento para portadores de hanseníase Souza Aguiar mantenha os atendimentos aos usuários do Sistema Único de Saúde.

As instituições de saúde são de propriedade da Igreja Católica e mantém convênio com o Estado para que possam prestar serviço aos usuários do SUS, principalmente na realização de cirurgia cárdicas no caso do Hospital Santa Juliana. Contudo, o Estado não repassava os recursos para o custeio das despesas desde agosto de 2018, situação que vinha se arrastando da gestão anterior e sem solução na atual, até a celebração de um novo contrato. 

O deputado estadual Jenilson Leite (PCdoB), médico e vice-presidente da ALEAC, no meio do drama que viveram os internos da colônia Souza Araújo, convidou representantes da igreja para uma audiência na ALEAC para debater o restabelecimento dos repassasses dos recursos e a celebração de um novo convênio, chegou a fazer inclusive uma indicação ao governo.

No parlamento, Dom Joaquim alertou que a situação da saúde pública ficaria ainda mais comprometida caso o Estado não honrasse os compromissos firmados com Hospital. Tendo manifestado interesse na renovação do contrato que viabiliza o hospital Santa Juliana a atender os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e Colônia manter os cuidados aos portadores de hanseníases- haja vista que já estava em falta os insumos para os procedimentos de enfermagem e alimentação dos moradores dos internos da Colônia Souza Aguiar.

No dia 18 de março, com a possibilidade de a Colônia fechar as portas por falta de recursos, os internos e os funcionários da casa realizaram uma manifestação contra o Governo do Estado, na qual resultou no fechamento da BR-364.

O governo acerta em restabelecer o convênio, algo tão necessário para aqueles internos sequelados por hanseníase. É uma questão humanitária. Quase acontece uma nova revolução acreana para renovarem esse convênio. O parto poderia ter sido menos complicado, comenta Jenilson.

Em nota divulgada à imprensa neste domingo, a instituição agradece a sociedade pelas orações e solidariedade e reiterou o compromisso de continuar trabalhando em defesa do bem-estar dos mais pobres. “Agradecemos a toda a sociedade pelas manifestações de apoio e pelas orações e reiteramos o nosso compromisso na defesa dos mais pobres e com o bem-estar da população e de quem necessita dos nossos serviços. As Obras Sociais da Diocese de Rio Branco primam pelo cumprimento de seus valores e de sua missão: amar e cuidar de gente, para que todos tenham vida em abundância (cf. Jo 10,10)”.