Reformulação que serviria para salvar o país vai deixar o trabalhador mais pobre, diz Adailton.

A reforma da previdência é um assunto debatido há anos. Como forma de tirar o país da crise, essa medida deveria ser a solução dos problemas. Mas a proposta apresentada pelo governo Bolsonaro vai à contramão dessa ideia. A constatação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre, Sintesac, Adailton Cruz.

O sindicalista usou as redes sociais para desabafar contra a reformulação desejada pelo atual governo. “Uma reforma tida como a salvação do país que explora, extorque, fragiliza os mais pobres, o assalariado, aumentando sua taxa de contribuição a patamares superiores a 20%, aumentando imensuravelmente o tempo de serviço e de idade, excluindo direitos consolidados, como a aposentadoria especial, não é uma reforma. Isso é um ato imperialista de legalização da escravatura, é sacramentar a ‘República das Castas’”, escreveu.

Cruz denomina esse ato como “um crime a sociedade brasileira” e afirma que essa reforma vai explorar e sugar o pobre, em detrimento da manutenção das regalias a militares, juízes, promotores, procuradores, defensores, parlamentares e empresários. O presidente do Sintesac deixou um recado aos deputados e senadores do Acre: “espero que, sinceramente, nenhum parlamentar acriano apoie ou vote nesta proposta imoral”.