Ex-deputado Ney Amorim, o jogador reserva na seleção de Gladson Cameli

Quando uma equipe de futebol não vai bem, o mais comum é buscar novos reforços.

Essa analogia pode ser utilizada para esses quase três meses de governo de Gladson Cameli e Major Rocha, que assumiram no ataque e agora atuam na defesa, apesar de tão pouco tempo de gestão.

Com a desfiliação de Ney Amorim do PT, Gladson Cameli de pronto o convidou para reforçar a equipe, que carecia de um armador, aquele que faria as boas jogadas e porque não; marcar alguns golaços na política e articulação dentro do governo?

Mesmo já tendo nomeado o ex prefeito de Cruzeiro do Sul Vagner Sales na secretaria de articulação política, o governador instituiu uma segunda pasta para a mesma área, a de assuntos estratégicos, de que ninguém sabe.

Aos que apostavam na grande contratação, no Ney Amorim camisa 10 do governo Gladson Cameli perdeu aposta. Ney acabou despertando desconfiança aos aliados de Cameli, que não passaram a bola para que Ney armasse as boas jogadas e o mesmo tem tido atuação discreta a ponto de ir para o Banco de reservas.

O governo Gladson patina nas tomadas de decisões, não agrada aqueles que estavam otimistas e acaba a lua de mel com os eleitores em tempo recorde.

É um grande erro não dar protagonismo político para Ney, que dispõe de habilidade e capacidade política suficiente para ajudar a dar um rumo ao governo, que até aqui está perdido.

Faltam apenas 10 dias para os 100 de tolerância, e se continuar assim, teremos mais desgastes e confusões.