Ex-chefe de transporte da Polícia Civil é preso suspeito de se apropriar de moto apreendida

Dirceu Hudson Silva teria se apropriado de uma moto que estava apreendida no pátio da Polícia Civil, local em que ele era chefe.

O ex-chefe da Divisão de Transportes da Secretaria de Polícia Civil do Acre, Dirceu Hudson Moura da Silva, foi preso suspeito de se apropriar de uma motocicleta apreendida no pátio da polícia. Segundo a Secretaria de Polícia Civil, Silva teria levado a moto no último dia de trabalho, dia 28 de dezembro do ano passado.

A prisão ocorreu na segunda-feira (18), após meses de investigação da Polícia Civil. Silva é suspeito de peculato, na modalidade de apropriação, conforme a polícia.

O secretário Rêmullo Diniz falou ao G1 que a moto foi apreendida durante uma ação policial na casa de um criminoso. As investigações apontam que a moto pertencia ao suspeito e foi comprada com dinheiro ilícito.

“Como chefe do transporte, era a pessoa responsável pela manutenção e fiscalização desse ambiente. A Polícia Civil vinha investigando e identificou onde estava a motocicleta e foi novamente apreendida, devolvida para o local. Ele foi preso e submetido à audiência de custódia. Está sob a responsabilidade da lei”, relatou.

Não resistiu à prisão

Ainda segundo o secretário, os policiais marcaram um encontro com Silva. Ele foi até o local indicado e de lá foi levado para a Divisão de Investigação Criminal (DIC). Diniz afirmou que a polícia já sabia onde estava a moto, mas não revelou o local.

“É um gestor público, mas exercia o cargo em comissão na gestão passada como chefe do transporte. Isso é uma investigação que segue uma linha e um projeto de combate à corrupção. Temos que dar esses exemplos e esses é um dos casos. É o primeiro passo dessa caminhada contra a corrupção no Acre”, confirmou.

Ainda de acordo com o secretário, Silva foi acompanhado por dois advogados. Porém, a polícia tinha um mandado de prisão contra ele e ele não resistiu. 

“Foi feito o flagrante já que ficou comprovado o crime. Foi uma ação que culminou no flagrante uma vez que o crime é de ação permanente, enquanto a pessoa estiver com o objeto apropriado se configura o crime a cada momento. O flagrante é cabível mesmo que decorra um lapso temporal grande da subtração”, falou.

Investigação

O secretário não confirmou se o ex-chefe do transporte está envolvido em outros crimes, mas afirmou que a investigação continua e vai ter desdobramentos. Diniz também não relatou se havia outros veículos em posse de Silva.

“Teremos mais conversas, com certeza. Essa moto foi apreendida durante um cumprimento de busca em uma casa de uma pessoa suspeita de vários crimes. Era patrimônio do alvo, e foi comprada supostamente com dinheiro ilícito”, destacou.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa do servidor público.

Por Aline Nascimento, G1