Rafael Messias, de 18 anos, foi preso suspeito de roubo e incêndio de carro. Na delegacia, polícia confirmou que ele também era investigado pelo triplo homicídio dos adolescentes.

Mais um suspeito de participação na morte de três jovens em agosto do ano passado em Rio Branco foi preso na segunda-feira (11). Rafael Sidarta Messias, de 18 anos, é o quinto suspeito do triplo homicídio.

Os jovens Vitor Vieira de Lima, de 18 anos, Isabele Silva Lima, 13, e Amanda Gomes de Souza, de 14, desapareceram após saírem da Expoacre no dia 5 de agosto do ano passado. Dias depois, os corpos dos estudantes foram encontrados.

Rafael Sidarta Messias foi preso suspeito de roubo com emprego de armas e de incendiar o carro da vítima, na cidade do Bujari, no interior do Acre. Além dele, Antônio Gabriel Dourado também foi preso. Na delegacia, a polícia confirmou que Messias também era investigado pela morte dos jovens no ano passado.

“Um deles [Messias] estava envolvido naquele homicídio trágico dos adolescentes lá na Expoacre e, com certeza, a DHPP já deve estar com a investigação em andamento. Mas, temos a informação que, de fato, ele participou desse crime”, disse o delegado responsável pela prisão, Karlesso Nespoli.

Roubo e incêndio de carro

O delegado informou que Messias e Dourado eram investigados por um roubo que ocorreu no último dia 21 de janeiro, na zona rural do Bujari. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta terça-feira (12).

“Os policiais do Bujari fizeram a investigação e nós enviamos o pessoal aqui do Núcleo de Capturas para dar um apoio a eles e também tivemos ajuda da Polícia Militar para fazer o cerco e efetuar a prisão”, disse Nespoli.

A dupla deve responder pelo crime de roubo e emprego de arma. “São pessoas perigosas que cometeram esse crime grave, queimaram o veículo da vítima e agora vão responder por isso”, afirmou o delegado.

Três viraram réus

A 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco aceitou a denúncia do Ministério Público do estado (MP-AC) e três suspeitos viraram réus pela morte dos três adolescentes em janeiro deste ano.

Clenilton Araújo de Souza, de 26 anos, Francimar Conceição da Silva, de 27 anos e Luiz Gonzaga, que está foragido com mandado de prisão em aberto, viraram réus no caso. O trio é acusado de homicídio triplamente qualificado.

Souza e Silva foram presos em outubro de 2018 e estão no presídio Francisco D’Oliveira Conde, em Rio Branco.

Amauri Sandro foi preso, no dia 31 de outubro de 2018, suspeito de envolvimento nos crimes, mas não chegou a virar réu no processo. De acordo com a Polícia Civil, Sandro passou a coordenar crimes no bairro Taquari após a prisão dos outros dois acusados.

A advogada de Souza, Aliany de Paula, informou que já foram apresentadas as defesas iniciais dos três réus e que o processo aguarda manifestação do Ministério Público do Acre (MP-AC). 

“Ainda não foi marcada a audiência de pronúncia, porque estamos aguardando a manifestação do MP. Somente nessa audiência é que saberemos se o caso vai a júri popular ou não”, afirmou Aliany.

Desaparecimento e mortes

Vitor Vieira de Lima, de 18 anos, e Isabele Silva Lima, de 13, desapareceram no dia 5 de agosto deste ano. Lima foi achado dias após o sumiço. De acordo com o delegado, ele foi esfaqueado e atirado dentro de um poço ainda vivo e morreu afogado. Já Isabele foi achada morta em uma área de mata.

No dia 23 de agosto do ano passado, os ossos de Amanda foram encontrados pela polícia. A ossada estava em formato de triângulo. Outra particularidade é que faltavam quatro dentes da parte da frente no crânio e havia sinais de que o corpo da vítima tinha sido queimado.

O ciúme teria sido a motivação para a morte dos adolescentes, de acordo com o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que investigou o caso, Rêmulo Diniz.

Por G1 Ac