O Governo PpT do Acre: Fábio do Salgado e Clécio Gadelha empunhou a bandeira do MDB, deveriam ser lembrados pela gestão de Cameli

Existem muitos significados para a sigla PPT, sendo uma delas a extensão do Power Point. Mas aqui não se trata disso, mas da inimaginável “parceria” do Partido Progressista do governo do estado e o Partido dos trabalhadores (PP + PT = PPT).

A indicação de partidários da esquerda para compor o governo tem dividido opiniões dentro da própria oposição e enfrenta resistência dos quadros que apoiaram a chapa “Mudança e Competência.” PP / MDB / PSDB / DEM / PSD / PTB / PMN / SOLIDARIEDADE / PTC / PR / PPS).

Está ficando comum a frase: “Tamo juntos e misturados.” Existe algo de errado nisso? Tecnicamente não, politicamente sim. Isso atrapalha o governo? Enquanto máquina administrativa que tem sua dinâmica própria, não! Mas, projeto político de continuidade ou de estrangulamento do PT como pensam, pode ruir internamente com a desconfiança do povo que votou pensando numa mudança plena e não apenas numa dança de cadeiras.

A bem da verdade, quem exonerou petista foi o próprio Tião Viana (PT) e não se viu tal movimento parecido por parte do Gladson Cameli (PP). Pelo contrário, eles estão voltando aos poucos e outros nunca nem saíram.

Muita gente fica calada sobre essa movimentação sinistra porque mesmo tendo votado e apoiado o projeto de Cameli, ainda tem uma esperança que possa ser escolhido (a) e não gostaria de perder a fatia do bolo com a língua entre os dentes. Mas, pelo andar da carruagem que a boa torta já foi dada, sobrarão apenas as migalhas para as bandeiras azuis, laranjas, verdes, e amarelas.

E onde estão os demais representantes dos partidos da coligação que também defendiam uma mudança por completo no governo? Tudo indica que não estão mais nem aí para o governo. Já resolveram suas demandas e a tendência é pularem do barco no futuro. Deixaram de lado o discurso politicamente correto e abraçaram aquele “velho jeito de fazer política”: emprego para parentes; amigo dos amigos e indicação de pessoas corruptas que no passado já haviam sido reprovadas pela população nas urnas.

Contemplados com cargos para a família desde a Capital aos rincões do Estado, muitas lideranças já estão satisfeitas e os demais sem voz de defesa para suas causas, apenas murmuram nas redes sociais. Não é difícil ver com frequência nas postagens: “(…) o tempo passa rápido e que 2020 está às portas e 2022 também não vai demorar…” Como será o “balcão de negócio” a médio e longo prazo…

“A espera de um milagre”

Alguns nomes que deveriam ser lembrados e reconhecidos pelo governador Gladson Cameli (PP) ou pelos deputados e senadores que foram eleitos pelos partidários da então oposição ao PT em Brasiléia e Epitaciolândia: No PP de Epitaciolândia: Raimundo Nonato Freire (Raimundão) e o marceneiro Gilberto; MDB / Brasiléia: Fátima do Djaci, Bil Rocha e Emerson Leão; MDB / Epitaciolândia: Amarildo Ribeiro / Edite / Nonato Cruz / Júlio Progênio / Estevão / Pastor Ari / Vereador Dino Castelo; PSDB / Brasiléia: Pacheco / Marquinhos Tibúrcio; PSDB – Epitaciolândia: Galvão taxista e Chiquinho Frota (Chiquinho do poço); DEM de Epitaciolândia: Adriana Hassem; PRB / Brasiléia: Francisco Josemar (Zemar); PSD/Brasiléia: Gorete Bibiano / Rilsomar (Rilson da saúde) / Jorge da fazenda; PSD Epitaciolândia: Davi; PMN / Brasiléia: Dr.Edson; PPS / Epitaciolândia: Passos.

E nada da teta chegar…

O administrador do famoso grupo Política, Esporte e Religião, Fábio Monteiro (Fábio do Salgado) e Clécio Gadelha (empunhou a bandeira de Flaviano Melo), deveriam ser lembrados pela gestão atual. Muito antes de o Gladson lançar candidatura, eles já faziam oposição ferrenha ao PT municipal e ao governo Tião Viana. Mas até agora só promessas e nada de concreto do candidato Rudley Estrela ao qual fez campanha e o Senador Márcio Bittar. Aliás, um dos poucos que acreditou no Senador e o defendia com unhas e dentes todos os dias nas redes sociais.

Professor Anazildo está azedado com o Rudley

O professor Anazildo que colaborou em Brasiléia na campanha do Rudley Estrela (PP), está ficando chateado com a falta de definição. Todos os dias vê gente que não fez campanha sendo nomeados e ele que deu o sangue nem estrela brilha na sua cabeça.

“A farsa petista”

O ex-vereador Carlos Portela (PPS) de Epitaciolândia cumpriu 3 mandatos na cidade e foi assíduo militante contra o que ele sempre denominou de “farsa PTista”.

Brasiléia perdendo espaço

Com a publicação de Samuel Hassem no grupo Política, Esporte e Religião de nomeações do governo para seus conterrâneos, expôs o quanto as forças políticas de Brasiléia perderam forças. Basta lembrar que nos quase 50 anos de política do Aldemir Lopes quem coordenava o processo de partilha era o próprio. Agora, Epitaciolândia teve nomeação direta de 9 (curiosamente 3 ocupam cargos em Brasiléia) e indiretamente 5 para compor equipes, com expectativa de mais. Enquanto que por hora, Brasiléia tem apenas de 4 nomes confirmados: Silvia Pacheco (Educação); Nelson (DEPASA); Vagner Galli e irmã Vilma GAlli (Educação).

Semana da decisão

Nos bastidores da política esta semana será decisiva para definição das nomeações tão esperadas. Agora pra quem não for contemplado nesta rodada vai ficar mais difícil.

Caravanas para Capital

Esta semana a caravana dos candidatos de todo estado se dirige para a Capital. De todos que dizem ter votado ou trabalhado na campanha, são os que têm mais chances de voltar para casa com uma CEC debaixo do braço.

Limpa geral

Sob a forte pressão dos partidos e descontentamento da população que esperava a “despetização” do governo, parece que em breve vai ocorrer uma limpa geral, porém gradual. Há um entendimento de que tirar todos seria um caos para a máquina, mas deixa-los por muito tempo, pior ainda. São conversas de bastidores na cúpula em Brasília. Ou tira todo mundo ou não fica nem os dedos, nem os anéis.

Amizade antiga

Há quem diga que muitos políticos romperam com a FPA, não com os amigos que eram da época da aliança. Isso explica tantas indicações de deputados de gente do PT. Estavam resolvendo uma agenda de amigos e comprometendo a figura do governador perante a sociedade.

Tanta briga pra nada?

O Joaquim Lira (PP) tem tido até reconhecimento de seus opositores que não merecia esperar tanto por uma oportunidade de trabalhar no governo. Na compreensão deles, por onde passou fez um bom trabalho.

E não precisa muita investigação para saber que um dos opositores aos governos petistas sem medo de enfrentamento direto foi Lira, à frente da Associação Comercial ou nas candidaturas que esteve combatendo a Frente popular.

“Não busco cargo para ficar em escritório sem fazer nada. Já estive na Secretaria de obras e colaborei com o Secretário de obras e deixei minha marca. E na saúde foi o período que as coisas andaram. Então não quero cargo por capricho simplesmente, mas para mostrar meu potencial e ajudar pessoas que precisam de bom gerenciamento na coisa pública,” finaliza Lira.