Rodrigo Forneck destaca legado de Chico Mendes e indaga ministro do Meio Ambiente

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara de Vereadores, Rodrigo Forneck, destacou o legado deixado por Chico Mendes, para construção de políticas socioambientais no país e no mundo.

Forneck utilizou a tribuna para indagar a declaração dada pelo atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que, durante entrevista no programa Roda Viva, minimizou a importância do líder ambientalista, admitindo total desconhecimento sobre a Amazônia, além de não apresentar propostas para o país e defender agilidade nos processos de licenciamento.

“Uma coisa é você confrontar ideias, outra é desconhecer. O atual ministro do Meio Ambiente desconhece a Amazônia, a luta dos povos da floresta e dos povos indígenas. Desconhece a luta da população amazônica para ter o mínimo de dignidade. A importância e liderança do companheiro Chico Mendes, o mundo conhece e reconhece. E o ministro, quem é? ”, questionou o vereador, fazendo a menção à recente condenação de Salles, por fraude em mapa ambiental.

Em dezembro de 2018, Ricardo Salles foi condenado por improbidade administrativa. Segundo o Ministério Público, o ministro fraldou o processo do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016, quando foi secretário de Estado de Meio Ambiente de São Paulo, no governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

Forneck manifestou repúdio às declarações de Salles. “Não podemos aceitar o posicionamento desastroso de um ministro condenado por improbidade administrativa, que ainda é favor da flexibilização do licenciamento ambiental, mesmo diante de tragédias como a de Brumadinho e Mariana. As leis ambientais estão a serviço da vida, das pessoas e do futuro do planeta”, endossou.

Chico Vive

As ideias revolucionárias do humanista e ambientalista acreano Chico Mendes são a base das políticas públicas de desenvolvimento sustentável no mundo. O movimento que liderou com outros companheiros e companheiras na década de 80 resultou na criação das reservas extrativistas no Brasil, entre outras conquistas.

Ao ganhar o prêmio da Organização das Nações Unidas (ONU), Papel de Honra Global 500, entre 1987 e 1988, Chico mostrou para o mundo o conflito que ocorria no Acre até aquele momento, com a expulsão de milhares de seringueiros de suas terras, de suas casas onde viviam há mais de 50 anos, por vezes.