Ou o Gladson breca os burocratas, ou os burocratas acabam com ele

O Gladson Cameli tem que sentar na cadeira de comando, urgente, ou o avião embica. Antes de assinar uma medida jurídica tem que conversar com o Procurador Geral do Estado sobre legalidade e também, mensurar o desgaste político.

Como fez em relação às pensões de ex-governadores. O anúncio do “fim da indústria de multas” foi populista e sem sentido. Nem vai zerar quem foi multado e nem vai acabar com os radares na capital, a competência é da prefeitura de Rio Branco. Os radares do DERACRE são apenas três. O restante é da PMRB. As multas continuarão. Mas, a proposta que pode acabar com a lua de mel do Gladson com a população é a da secretária de Fazenda, Semírames Maria , numa reunião do secretariado, defendendo a extinção da OCA, um órgão que desburocratizou o atendimento à população. A extinção da OCA seria um baque popular imenso do Gladson Cameli junto às camadas mais pobres do povo. Se concretizado, espere o festival de protestos! Dona Semírames, a senhora tem ideia de quantas pessoas carentes são beneficiadas com o funcionamento da OCA? Que diminui o gasto com transporte para quem vai tirar documentos? A senhora sabe que só está no cargo porque os políticos ajudaram ganhar a eleição? Quantos passam por lá, diariamente? O que acontece é que o governador Gladson Cameli , que é uma pessoa que não tem maldade, rancor, cercou-se de burocratas sentados em cima de números frios, sem nenhuma sensibilidade política. Não existe governo só técnico, tem que estar aliado à política. Se não for assim afunda na aceitação popular. Quem é a cabeça desmiolada, que está fazendo o Gladson trilhar por caminhos impopulares? É preciso tirar o gesso do governo. A sua gestão está engessada pela burocracia. Esta turma, governador, vive trancada num gabinete e, tampouco, liga se as medidas que formulam vão lhe causar ou não desgaste. Nunca pegaram um ônibus. Porque são burocratas, burocratas e burocratas. É hora de evitar queda do avião do Estado! Está entrando em parafuso. Hora de puxar o manche. O tempo corre, já vamos para os 60 dias.

“A MÃO QUE AFAGA É A MESMA QUE APEDREJA”

A frase acima é de um soneto do poeta Augusto dos Anjos. E se aplica ao PT. As mesmas mãos que deram seus votos para mantê-lo no poder, foram as mesmas que o derrotaram na última eleição. O ocaso de um partido pode ser mensurado pelo que foi o aniversário de 39 anos do PT. Um ou outro comentário esparso nas redes sociais. Nenhuma comemoração. Foi um silêncio envergonhado. Aquela multidão que orbitava em torno do último governo petista, sumiu como que por encanto. O poder tem os seus encantos e desencantos. Abandonado pelos eleitores, o partido vive apenas dos desencantos de comentários rancorosos nas redes sociais de uma minoria. O PT, no Acre, pensava que o poder era eterno, como se votar no partido fosse obrigação do povo. Varrido das urnas, não tinha o que comemorar nos 39 anos.

PRECISA DEFINIR

O governador Gladson Cameli precisa definir urgente quem é que vai fazer a intermediação do governo com a classe política, principalmente, a Assembléia Legislativa. É o Ney Amorim? Vagner Sales? Outros convidados? Tem dizer de própria voz quem será o cumpridor da missão.

COM A PALAVRA, A PGE

Foi certo o governo ter encaminhado à PGE a consulta sobre o fim da pensão de ex- governadores, para não tomar uma medida e depois ter de voltar atrás por decisão judicial.

A VOZ DO VELHO COMUNISTA

Uma das figuras mais queridas do petismo, fundador do PCB, no Acre, presidente municipal do PT, Marcos Inácio, com quem conversei no fim de semana, não queria, mas acabou não se segurando, ao analisar a derrota do PT: “A Democracia Radical (DR), depois da derrota fragorosa da última eleição não tem mais condição moral e política para comandar o partido”.

PARA QUEM NÃO SABE

A Democracia Radical –DR- é a tendência dominante no PT, tem formuladores políticos como Carioca, Daniel Zen, Ermício Sena, Cesário Braga, Gabriel Forneck, Léo de Brito e outros.

QUEDA DE BRAÇO

A queda de braço, mais cedo ou mais tarde, entre as lideranças mais tradicionais do PT e o grupo da DR será travada pelo comando do partido e alguém vai ter que ao final espirrar.

ERRO PRIMÁRIO

Ainda na conversa com o presidente do diretório municipal do PT, Marcos Inácio, ele deu como principal causa da perda da vaga do Senado, o partido ter lançado dois candidatos a senador. “Nem nos momentos fáceis fizemos isso, e fizemos agora num momento político difícil do PT”. Sobre Ney Amorim, sugeriu que leve com ele para o governo Gladson toda a DR.

CARGO NA SAÚDE REQUER CAPACITAÇÃO

O governo tem um bom nome se quiser partir para a escolha por qualificação profissional do futuro gestor do Hospital de Mâncio Lima. Um nome como o do gestor Marcelo Lebre, graduado em saúde e regulação pelo Sírio Libanês, austero, não pode deixar de ser analisado.

UM DIFERENCIAL NA SOLUÇÃO

A nova equipe da Segurança está tendo um referencial positivo, quando se trata de resolução de crimes. As execuções continuam a acontecer, mas na maioria das vezes o autor e descoberto e preso. A contratação dos aprovados no concurso da PM e Polícia Civil urge.

OPERAÇÕES CONSTANTES

As operações policiais nas ruas estão mais constantes, isso é bom. Mas é preciso ser mais amplo, não só ficar nos bairros da periferia. O Tropical deveria ter mais polícia passando.

LACUNA NA OPOSIÇÃO

O vereador João Marcos (MDB), nas suas primeiras iniciativas parlamentares, mostrou que poderá preencher a lacuna deixada na oposição pelo ex-vereador Roberto Duarte (MDB), que marcou pela combatividade. A oposição de uma forma ou outra é necessária a quem governa.

DESAFINADO COM O GOVERNO

O deputado Roberto Duarte (MDB) quer que o seu partido não crie empecilhos para ter uma posição de independência. O MDB é da base do governo na ALEAC. Duarte não externa, mas ficou magoado pela forma como, ele foi rifado na disputa da primeira secretaria da ALEAC.

FORA DA FILA

A contestação do deputado Roberto Duarte (MDB) feita no fim de semana a uma decisão do governador Gladson Cameli sobre a desativação dos radares, foi mostrada por ele numa postagem, como uma decisão inócua. Não espere que o Duarte forme na fila do gargarejo.

MUDANÇA É DIFÍCIL

É uma mudança difícil para o deputado Roberto Duarte (MDB), que foi na Câmara Municipal de Rio Branco oposição à administração do prefeito Marcus Alexandre. Agora, como deputado, o seu partido estava na aliança que ganhou a eleição e ele perdeu o mote de ser oposicionista.

AFETOU PROFUNDAMENTE

A Reforma Administrativa era necessária para reduzir o gigantismo do Estado, mas trouxe o problema de diminuir algumas secretarias a um mínimo de pessoal, o que pode comprometer a eficiência. E na gestão pública, se não tiver uma boa equipe de auxiliares, o gestor fracassa.

COMO É QUE FICOU?

Como é que ficou a gestão da Fábrica de Camisinha? E da Fábrica de Taco, ZPE, que fracassaram naquela velha prática do Estado paternalista? O mínimo que o governo pode fazer é passar estes elefantes brancos à frente. O fracasso mostrou a falta de planejamento.

FORA DA POLÍTICA

O ex-governador Tião Viana, depois de comandar a maior derrota sofrida pelo PT desde a sua fundação, no Acre, ficará fora da política. Aliás, ele já tinha dito durante o governo que era sua despedida. Deve voltar a abrir seu consultório médico, clinicar e atender nos hospitais.

NEM PENSAR

Depois da maneira como saiu do governo em baixa popular é para esquecer a política.

OBRAS A CONCLUIR

Museu, Hospital Regional de Brasiléia, HUERB, e UPA de Cruzeiro do Sul são obras que o governador Gladson quer concluir até o fechamento dos primeiros 100 dias da sua administração. As obras se iniciaram no governo passado, mas estavam paradas pela inércia.

QUESTÃO NÃO É SÓ CONCLUIR

A conclusão das obras inacabadas do governo passado tem que ser feita. Mas a questão, principalmente, quando se trata de unidades do sistema de saúde não é só concluir, mas dotar de equipamentos e ter uma equipe de profissionais, para funcionar bem. Isso é essencial.

REDE DE INFORMANTES

Os deputados da oposição carregam o fantasma da administração que integravam ter sido desastrosa, na gestão e na política. Mas levam uma vantagem: a de possuir fontes de informações em todas as secretarias. Afinal, ficaram 20 anos no poder e deixaram tentáculos.

ERRANDO DE ALVO

Ao ler alguns textos de ex-integrantes do governo passado passa a impressão de que não assimilaram que não foi o grupo do novo governo que os tirou do poder, mas os eleitores. Foram derrotados pela rejeição popular. Não tem porque de tanta mágoa com os sucessores.

FORA DO FOCO

Dois nomes respeitáveis no campo petista não estarão na próxima eleição como candidatos a prefeito de Rio Branco: Raimundo Angelim e Binho Marques. Angelim já declarou à coluna estar fora do processo e o Binho não que saber de política. O PT terá dificuldade para a PMRB.

NÃO FOI DO DIA PARA NOITE

É falácia de que o agronegócio poderá resolver ao curto prazo os problemas econômicos do Acre, citando sempre o vizinho Rondônia como exemplo. Rondônia é de fato uma pujança econômica, mas isso não aconteceu da noite para o dia, foram décadas para chegar ao atual estágio de desenvolvimento. É bom, pois, não ficarem esperando milagres.

ESTAVAM AONDE?

Quando vejo ácidos críticos de um governo que não chegou ao segundo mês, fico a me perguntar em que planeta estava os ex-integrantes da equipe do último governador que se calaram com o fracasso monumental da gestão passada? Do calote nos funcionários às obras inacabadas, um silêncio tumular! A justiça, costuma se dizer: para ser boa, começa de casa.