Acreana e filha de 40 dias somem em rio após colisão entre barcos no Rio Tarauacá

Jovem de 18 anos é de Tarauacá, no interior do Acre, e estava indo morar em Eirunepé, no Amazonas, com o marido e a filha.

A jovem acreana Ivanir Oliveira Ramalho, de 18 anos, e a filha dela de apenas 40 dias, Kassia Rhyana, estão desaparecidas desde a última terça-feira (8) quando a embarcação que elas estavam virou após uma colisão com outro barco. O acidente ocorreu no Rio Tarauacá quando Ivanir, a filha e o marido viajavam do Envira para Eirunepé, no Amazonas.

A irmã de Ivanir, a dona de casa Verônica Oliveira, de 25 anos, contou que a jovem estava morando em Rio Branco e que iria se mudar para a cidade do Amazonas com o marido depois que o sogro construiu uma casa para eles. A família não sabe se estão sendo feitas buscas no local.

“Ela estava viajando da cidade de Envira para Eirunepé de madrugada, por volta de 2h, aí disseram que vinha uma canoa subindo contramão. Como estava muito escuro, ainda deram sinal, mas acabaram batendo no meio e a embarcação que ela estava virou”, contou a irmã.

Na embarcação estavam cerca de oito pessoas e, de acordo com Verônica, os demais conseguiram nadar para as margens do rio. A dona de casa afirmou que a irmã não sabia nadar e que no momento do acidente, estava dormindo com a filha dentro de uma rede.

“Além de ela não saber nadar, ela estava dormindo. O marido dela disse que ainda pegou na rede enquanto o barco estava alagado, mas ela já não estava mais na rede. Minha irmã estava cheia de planos para esse ano, tinham ganhado uma casa do sogro e estavam se mudando para esse lugar. Eu até tinha falado que iria lá depois visitá-la”, disse Verônica emocionada.

Com poucas palavras, o marido de Ivanir, o diarista Sandro Pereira, de 24 anos, disse que a capitania do Amazonas está fazendo buscas desde quarta (9) no local do acidente.

“A capitania está fazendo buscas há dois dias lá no local. Tenho acompanhado, mas nessa sexta [11] tive que ficar no Envira para ir na delegacia, porque foi registrada queixa contra a embarcação que estava na contramão”, afirmou Pereira.

Abalado, o diarista lembrou do momento do acidente. “As outras pessoas que estavam no barco sabiam nadar, mas minha esposa não sabia. Na hora eu ainda procurei por elas, mas não consegui encontrar mais”, afirmou Pereira.

Por Iryá Rodrigues, G1