Equipe de Gladson estuda pagar resto do 13º salário em 10 parcelas

O deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS) aceitou o convite feito pelo governador Gladson Cameli para ser o líder do seu governo na Assembléia Legislativa, uma das funções mais espinhosas do parlamento.

A confirmação à coluna veio ontem do deputado Géhlen Diniz. Sobre a sua atuação considera ser uma parcela de colaboração ao novo governo, mas projeta ficar na liderança apenas no primeiro ano da gestão, passando depois para outro deputado. Géhlen Diniz foi um dos mais ferozes críticos do governo Tião Viana e responsável pela maioria das denúncias graves que foram apresentadas no plenário da Casa, inclusive, com pedido de CPI. Géhlen tem a consciência que vai agora para o outro lado da moeda, o de defender o governo dos ataques que virão da oposição. A liderança do governo costuma detonar os seus ocupantes pelo desgaste natural de ter que explicar atos não simpáticos, que acontecem em qualquer administração. A sua posse deve acontecer após a eleição da mesa diretora, dia 2 de fevereiro.

TEM DE DESPEDIDA

O senador Jorge Viana (PT) entrou em tom de despedida de mandato, percorrendo os municípios e fazendo uma prestação de contas do que fez no Senado. JV acha que o momento não é de fazer nenhuma avaliação, mas reconhece que muitos erros foram cometidos pelo PT.

13º PARCELADO EM 10 MESES

A coluna tem informação de que há uma discussão em curso no governo de que o pagamento do restante do 13º salário de em torno de 23 mil funcionários do Estado, deverá ser diluído em dez parcelas. As dívidas da indenização de comissionados não entrou em pautam de discussão.

ESPAÇO É DA PMRB

Há forte reação dos ocupantes do entorno do mercado velho, aonde se concentram os vendedores de plantas ornamentais, adubos, alimentação, à determinação da PMRB de ocupar o espaço para reforma. O clima é tenso. Lembre-se: o espaço é da PMRB e não foi privatizado.

BOAS MÃOS

A direção da Rádio ALDEIA ficará com o jornalista Jairo Carioca, de competência indiscutível.

GRANA SÓ EM FEVEREIRO

Os secretários e diretores de empresas nomeados não receberão os salários este mês, pagamento só acontecerá no final de fevereiro. A máquina fiscal ainda está em ajustes.

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Não é exigir milagre de quem está pouco mais de uma semana na complexa pasta da Secretaria de Saúde, mas o secretário Alysson Bestene poderia ter tomado uma providência para tirar as macas com doentes espalhadas pelos corredores do PS, marca do governo do PT.

DESAFIO AO ESTADO

A invasão do Hospital de Assis Brasil por bandidos em plena manhã de ontem é um desafio ao Estado. Se não houver uma reação dura, com a prisão imediata dos autores, vem o descrédito.

NÃO É DE DESCARTAR

Não se pode afirmar ser verdadeira a acusação do prefeito preso de Senador Guiomard, André Maia, de que houve uma parceria de ações do ex-vice-prefeito Judson e do vereador Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS), para tomar a prefeitura, mas não é uma hipótese a se descartar.

FICOU MUITO ESTRANHA

Que foi estranha a renúncia do então vice-prefeito Judson do cargo de prefeito, que acabou por beneficiar o vereador Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS) a assumir a prefeitura de senador Guiomard, isso foi e é um dos assuntos mais comentados do momento no município.

OUTRO LADO DA MOEDA

O dirigente do MDB, Pádua Bruzugu, é um bom animador de comício, bom coordenador de campanhas políticas, boa praça, mas desconhecia suas qualidades no campo da pesquisa para assumir a direção da FUNTAC. Mas como diz o ditado, é vivendo e aprendendo com a vida.

QUEM SABE, NÉ?

Quem sabe não seja o Pádua Bruzugu um professor Pardal (aquele personagem inventor de novas tecnologias das revistas da Disney), nunca se sabe. Mas, sucesso ao Pádua na missão. E ninguém pode lhe tirar o mérito de não ter se afastado um milímetro nos 20 anos de oposição.

SEU NOME É SUCATA

A Rádio Difusora Acreana funciona só no nome e na tradição. Mesas de som obsoletas, transmissor bichado, e está no ar apenas pela perseverança dos seus funcionários. O governo que saiu deixou os equipamentos irem se deteriorando e chegou à sucata que é hoje a rádio.

SAIU DE CENA

O senador Sérgio Petecão (PSD) saiu da cena de discussões sobre cargos no governo Gladson Cameli. Mesmo com a importância mandato não ficou fazendo pressões para entupir o governo de afilhados e deixou o governador livre.

MUITO CUIDADO

O governador Gladson Cameli prometeu ao assumir o governo que o primeiro escalão seria composto de técnicos competentes. Em alguns casos acertou em cheio, em alguns, nem tanto.

SITUAÇÃO COMPLICADA

A situação mais complicada é da secretária de Imprensa, Silvânia Pinheiro, porque a extinção da Fundação Aldeia que servia de guarda-chuva para contratação de profissionais da imprensa, a deixou sem ter como contratar jornalistas. É bom conhecer a situação antes de uma crítica.

SEM ALTERNATIVA

A cidade começa a apresentar muito buracos em suas ruas devido às chuvas intensas. Só que não resta alternativa à prefeita Socorro Neri ao não ser a de esperar a chegada do verão para entrar com força numa operação tapa-buracos. Trabalho no inverno é jogar dinheiro fora. Seriam apenas paliativos.

ERA SÓ AGAPITO

Antes da posse o senador Márcio Bittar (MDB) declarou que não indicaria ninguém para postos no governo. Mas era jogo de cena. Indicou e conseguiu a nomeação de toda a direção do DEPASA, inclusive, do irmão Edson Siqueira. Nada de errado. Mas o registro merece ser feito.

CANDIDATO ZEBRA

Na disputa entre os favoritos para a primeira secretaria da ALEAC, Luiz Gonzaga (PSDB) e Roberto Duarte (MDB), um terceiro nome corre por fora: deputado Wendy Lima (PSL). É o que garante o articulador da candidatura, deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS).

FOI UM FRACASSO

Este modelo de intercâmbio comercial entre os municípios de Pucalpa no Peru e Cruzeiro do Sul, no Acre, que o senador Márcio Bittar (MDB) está articulando, foi executado nos mesmos moldes pelo ex-secretário de Indústria, Edvaldo Magalhães, e fracassou. Lembram ?

NÃO QUER DIZER QUE FRACASSE DE NOVO

O que se quer dizer é que não se trata de novidade e que tampouco vai fracassar como a iniciativa do governo passado. A questão é que os produtos agrícolas que na época foram enviados pelo Peru foram de péssima qualidade e rejeitados. Não estão inventando a pólvora.

PIADA DA SEMANA

A nota assinada pelo presidente do PT, Cesário Braga, deve fechar imbatível como a piada da semana, principalmente, no tocante à acusação de “perseguição de petistas” no governo. “Perseguição” é marca registrada do PT. Esta turma não caiu na real, que foi varrida das urnas?

NÃO SE TOCARAM?

Não se tocaram que sofreram a maior derrota dos vinte anos, ficando sem um deputado federal um senador, só dois deputados estaduais, com um governo de fim melancólico e mal avaliado, obras inacabadas, salários não pagos, ainda querem se arvorar de que, my God?

PRESTIGIADO

O governo somente não manterá o ex-deputado federal Alércio Dias à frente do ACREPREVIDÊNCIA se o seu nome vier a ser rejeitado quando for submetido à apreciação dos deputados, que deverão lhe fazer questionamentos e aprovarem ou não o seu nome.

NÃO RETORNA

O senador Jorge Viana (PT) não vai retornar às atividades no quadro da FUNTAC, após deixar o Senado, pelo fato de já ter tempo para pedir a sua aposentadoria. E é o que ele irá fazer.

JÁ É DA LEI

Não se trata de nenhuma novidade jurídica. A obrigação do ocupante de cargo de confiança de ter dedicação exclusiva ao posto já existe em lei específica. É bom checarem antes de divulgar.

MEIOS ATORDOADOS

Ocupantes de cargos de confiança no governo passado andam atordoados e se achando no direito de permaneceram mais quatro anos. Não disseram a eles que o PT perdeu a eleição?

UMA OBSERVAÇÃO POLÍTICA

Não sei se convidaram a presidente do SINTEAC, Rosana Nascimento, para algum posto de importância na Secretaria de Educação. Se a convidaram, fizeram bem. Se não convidaram é um erro. Rosana sempre foi uma batalhadora pelo magistério e linha de frente na campanha.

SUMIU DE CENA

Quem sumiu da cena política foi o ex-prefeito Marcus Alexandre, depois da sua derrota para o governo. Deixado num barco à deriva pela cúpula do partido na última eleição, Marcus deve se guardar para a eleição de 2020. Diferente de “companheiros” que não caíram na real, ficou recluso.

OUTRO CENÁRIO

A próxima legislatura na Assembléia Legislativa virá a partir de fevereiro com uma nova roupagem, o inverso do que aconteceu nos últimos vinte anos em que o PT ficou no poder. Desta feita, com uma bancada fragilizada, o fim da FPA, o PT vai encarar depois de duas décadas voltar a ser oposição e sem as benesses do poder. Será muito mais fácil ser oposição com a baladeira em punho do que ter sido anteparo de um governo que nos seus últimos quatro anos foi um desastre. A oposição que virou situação após a eleição sentirá que é muito mais complexo, muito mais difícil integrar uma base do governo com um imenso desafio que é o de alavancar o desenvolvimento do Estado. Por tudo isso se pode esperar bons debates na ALEAC.