“Eu não aguento mais” Gladson se irrita com sua equipe e demonstra falta de controle nas nomeações

“Gladson diz que não aguento mais todo minuto está recebendo reclamação. Podem parar com essas contratações. É uma recomendação minha, uma recomendação do governador. 

Em áudio vazado neste sábado, 5, o governador Gladson Cameli demonstrou sua falta de controle com a equipe e com seu temperamento. Altamente irritado, ele pede para que não sejam mais nomeados “petistas” para os cargos do governo. 

Se contradizendo, mais uma vez, ele determina no áudio: “vamos parar com qualquer nomeação ou situação que possa ter membros do PT na administração. É uma determinação minha, porque eu não aguento mais todo minuto estar recebendo mensagens”. Em seu discurso de posse, Cameli havia dito que não haveria qualquer perseguição no governo. 

Junto com o áudio, os aliados de Gladson, ainda mais irritados, estão vazando os nomes dos “petistas” beneficiados. Do Juruá, o destaque fica para Josinlado Batista, que foi candidato a vice-prefeito na última eleição ao lado de Carla Brito (PSB). Já chegou no PT o seu pedido de desfiliação. Dentre os secretários, primeiro escalão do governo, não tem nenhum representante da região do Juruá, ou mesmo de Cruzeiro do Sul. 

Outra reclamação fica para a jornalista Lamlid Nobre, que seria nomeada na Secretaria de Comunicação. O internauta Atevaldo Santana afirma “mais uma Petralha querendo ficar no governo. Alô Silvania Pinheiro, ouça o áudio do governador”. A nomeação da jornalista, que foi assessora do deputado Raimundo Angelim, não está no Diário Oficial. 

Nomeações perigosas

Vale ressaltar ainda que dentro dos aliados de Gladson, foi nomeado esta semana Alércio Dias, que foi secretário de educação no governo de Orlei Cameli, entre 1995 e 1998. Alércio foi acusado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) de ter cometido “irregularidades insanáveis”, como compra superfaturada de material escolar.

Agora, ele atuará como presidente do Acreprevidência, órgão responsável por um dos maiores problemas financeiros do Estado, que é o déficit previdenciário, que este ano pode chegar a quase R$ 500 milhões. 

Ao final do áudio de Gladson, fica claro como deve ser feito a escolha de quem vai comandar o Estado e ajudar a resolver os problemas.”Primeiro ponto: são pessoas ligadas, que balançaram nossas bandeiras, lutaram por nossa vitória e estão esperando aí por 20 anos”. Parece que balançar bandeira é a coisa mais importante.

Por juruaemtempo.com