Feliz Ano Velho! Uma mera semelhança com o filme “O Curioso Caso de Benjamim Button”.

Nova Orleans, 1918, Benjamim Button (Brad Pitt), nasceu de uma forma incomum…

Mesmo sendo um bebê nasce com doenças e características de um velho de 80 anos.

Na trama ele vai crescendo, vira homem maduro, jovem, adolescente até morrer dormindo como um bebê nos braços de sua amada Daisy (Cate Blanchett), _ ela vive o processo natural da vida ao envelhecer.

Não tenho certeza nenhuma se este ano, que começou velho, vai ficar novo até o dia 31 de dezembro.

Alguém pode até dizer que tenho uma visão muito pessimista da vida.

Que tudo isso é uma ducha de água fria nas esperanças de um povo, nos sonhos das pessoas.

Pois é exatamente o contrário.

Estou dizendo que esse ano velho precisa ser novo e, para ser novo, não preciso me iludir, criar um mundo de fantasia, uma

Disney…

Alimentando a falsa ideia de que estou entrando em uma nave espacial chamada Brasil, onde tudo é azul e cor de rosa.

Uma bolha de prosperidade.

Por que o número de suicídios aumenta assustadoramente a cada dia?

Porque a vida é dor, sofrimento, doenças, tristezas, decepções, erros e lutas, muitas lutas, guerras mesmo, de verdade.

Porém, a maioria vive iludindo-se (a si próprio, _ redundante, mas necessário) com pensamentos abstratos que mudanças de governos vão transformar a vida em um conta de fadas.

Sinto informar: mas não vai não.

É preciso entender que os problemas, as dificuldades e até a morte é um processo natural no universo.

Às estrelas, os planetas, as luas, as galáxias e até os buracos “negros” (que não são negros) também morrem.

Desejamos, desejamos e desejamos coisas novas o tempo todo numa fome insaciável do nada.

Às vezes nos agarramos as coisas velhas, lembranças de outrora, as tranqueiras do passado com medo de despencar no vazio da existência.

Há, ainda, os que vivem o tédio diário de verem realizados seus desejos e a ânsia por novos.

Putz! Tem coisa pior?

Comecinho do ano novo “velho”e já tem muita gente sem vontade de nada porque o sonho imaginado depende de um milagre e nunca do próprio esforço.

São essas nossas experiências diárias do viver.

Um das saídas, ao meu ver, foi apontada pelo próprio Benjamin Button:

Para as coisas importantes, nunca é tarde demais, ou no meu caso, muito cedo, para sermos quem queremos. Não há um limite de tempo, comece quando quiser. Você pode mudar ou não. Não há regras. Podemos fazer o melhor ou o pior. Espero que você faça o melhor. Espero que veja as coisas que a assustam. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com diferentes opiniões. Espero que viva uma vida da qual se orgulhe. Se você achar que não tem, espero que tenha a força para começar novamente.

_ Não há um limite de tempo, entende?!

Agora sim/Feliz Ano Novo!