Maioria assegurada na Assembleia Legislativa

O governo que se inicia vai começar com ampla maioria dos votos na Assembleia Legislativa. Um governo tem que ter a tranqüilidade da governabilidade no Legislativo. E é lá que, serão votados os seus projetos.

Se um governo não tiver esta maioria, corre o sério risco de ser tumultuado e até fracassar. No atual sistema, pode até se ganhar a eleição sem os políticos, mas não se governa sem o apoio político. É um mantra do qual não se pode fugir. O governador Gladson Cameli , cuja aliança partidária elegeu doze deputados, pode-se dizer que, com as adesões, hoje tem assegurado um grupo de 17 parlamentares para a legislatura que se inicia em 1º de fevereiro.. E que pode subir. O número é necessário para aprovar qualquer projeto, até os que exigem quorum especial, como os projetos de emendas constitucionais. Outro fator favorável é o fato que deve ter como presidente da ALEAC, um aliado fiel, o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS). Ou seja, na área política o céu será de brigadeiro ao novo administrador.

LICENÇA PRÊMIO DE TIÃO VIANA NA BERLINDA

O vice-governador Major Rocha me disse ontem que, vai sugerir ao governador Gladson Cameli que mande rever os atos de governo e dos secretários dos últimos dois meses. Defende uma revisão rigorosa sobre férias concedidas, transposições de funções, gratificações, vantagens, inclusive, uma análise jurídica sobre a licença-prêmio do Tião Viana.

PORTARIA CONDICIONA

O vice-governador Major Rocha vai se basear na portaria 813 do ex-secretário de Saúde, Gemil Junior, que estabelece critérios mais rígidos para a concessão de licença prêmio na Saúde, estabelecendo que só pode ser concedida no interesse da administração e que não possa causar prejuízo à administração. Rocha destaca que nos últimos oito anos Tião Viana não atuava como médico, mas como governador, e assim não poderia ter direito a licença-prêmio. Neste mesmo diapasão entrou o deputado Roberto Duarte (MDB), que também contesta o benefício. Argumentam que o Estado não pode prescindir da presença do médico Tião Viana nos hospitais. É um debate jurídico interessante.

38 ANOS DE DEDICAÇÃO

Com a sua eleição por unanimidade dos clubes, Antonio Aquino, o Toniquim, vai emplacar quase quatro décadas à frente da Federação de Futebol do Acre. Dedicação total ao esporte.

NENHUMA RELEVÂNCIA

Não tem relevância o governador Tião Viana não ir passar a faixa para o seu sucessor Gladson Cameli. Não é isso que vai tirar o brilho da posse. O importante foi a decisão das urnas. E só! E mesmo porque, com certeza seria hostilizado por militantes, sobre os quais não há controle.

ARTIGO FULMINANTE

Como virou uma peça pública, comento o artigo do jornalista Tião Vitor, militante petista, que destroça a imagem do governo Tião Viana e faz uma abordagem fulminante sobre o papel serviçal da imprensa nos governos Jorge Viana, Binho Marques e Tião Viana. Conheço o Tião Vitor, esqueçam estar ele pensando em cargos na nova administração. É convicto de suas posições, se concorde ou não com ele. É uma peça que deveria ser lida pelo Gladson Cameli.

MUDANÇAS INESPERADAS

Na volta da prefeita Socorro Neri de férias, no fim de semana, ela anunciará trocas do comando em secretárias de ponta da PMRB e os nomes dos novos secretários. Ressurgirá no ao cenário o Procurador Edson Rigaud a uma das pastas mais importantes da PMRB

A PEDRA FOI CANTADA

Publiquei por duas vezes neste espaço que a proibição das posses da deputada Juliana Rodrigues (PRB) e do deputado federal Manoel Marcos (PRB) seria derrubada assim que chegassem ao TSE. Aconteceu. Assim como, cairam as prisões, também, sem nenhum sentido. Nos dois casos em tela não havia nem processo, não eram réus, mas tão somente acusados. Cumpriu- se apenas que dita a legislação. Ficar falando fora do contexto jurídico é inócuo. Ninguém pode ser considerado culpado antes de decisão judicial no mérito.

OUTRO PANORAMA

A partir de hoje o governo Tião Viana vai sair do foco político. O foco principal estará centralizado no que fará a administração do novo governador Gladson Cameli. Sobre o secretariado escolhido não cabem críticas, pelo fato de que, eles nem assumiram ainda.

MOSTRAR O QUADRO E TOCAR EM FRENTE

Os secretários do futuro governo devem mostrar a realidade de cada secretaria recebida e depois disso não olhar mais para o retrovisor, mesmo porque isso não vai mudar o panorama da quebradeira herdada. Terão a responsabilidade de fazer melhor do que foi entregue.

NOVO CICLO

O que deve ser focado é que o ciclo do PT se encerrou e virá agora um novo ciclo, para o qual os olhos da população que derrotou o governo que termina, estarão voltados e cobrando.

UM FATO HISTÓRICO

Há duas décadas o ex-governador Orleir Cameli foi substituído no governo do Acre pelo Jorge Viana (PT). Quis o destino que o PT fosse apeado agora do poder por um sobrinho do Orleir, o Gladson Cameli. A política é uma roda viva, cedo ou tarde gira, e quem está em cima desce.

BOA FOLGA

A Reforma Administrativa deixará o governo Gladson Cameli com uma folga financeira. A previsão é que com os cortes de cargos de confiança e de secretarias poderá economizar em torno de 100 milhões de reais anual, que podem ser aplicados em investimentos essenciais.

ASSESSORES ESPECIAIS

Osmir Lima, Carlitinho Cavalcante, Carlos Coelho, Jairo Carioca, Jairo Carvalho e Artur Liborino, são até aqui os nomes certos para serem assessores especiais do futuro governo.

DE ZEBRA A FAVORITO

O empresário Salomão entrou como zebra e virou favorito na disputa da presidência da FIEAC, com uma derrota que hoje os números apontam como certa do atual presidente José Adriano. O governador Gladson Cameli é simpático à candidatura do Salomão. Isso pesou na virada.

LOGÍSTICA AJUDA

Caso o novo governo consiga colocar em prática o seu projeto de transformar o Acre num pólo do agronegócio, abrindo a sua fronteira para o plantio de soja, por exemplo, não terá problema de logística. Toda a produção será escoada pelo porto graneleiro de Porto Velho.

POEIRA BAIXAR

O PT ainda não definiu data para debater o resultado desastroso da última eleição, quer primeiro deixar a poeira sentar, porque os nervos ainda estão na flor da pele. Mas pelo que se tem lido e escutado o ex-governador Tião Viana virou uma espécie de vilão do filme

BRIGA PELA PRESIDÊNCIA

O ex-deputado federal Sibá Machado (PT) será um dos candidatos à presidência do partido, para a eleição prevista de março. Vai bater chapa com o grupo do Nepomuceno Carioca.

CANDIDATO, SIM SENHOR!

O Coronel Ulisses Araújo (PSL) é o primeiro candidato a dizer, oficialmente, que disputará a prefeitura de Rio Branco em 2020. Os demais nomes estão ainda no campo da especulação.

NÃO VOU ME ADMIRAR

Não me causará nenhuma surpresa se o PT abrir conversa com o ex-Reitor Minoru Kinpara (REDE), que obteve uma votação espetacular na capital, para voltar a se filiar e ser o candidato do partido a prefeito de Rio Branco. A política é feita de novas alianças, não é estática.

ALVO DE GRANDES DEBATES

O blog tem informação de que, dentro do contexto de economia, para seguir o que fez o novo governo, os novos deputados já trabalham para rever a lei aprovada no apagar das luzes, que elevou salários de 15 servidores da ALEAC a tetos que vão de 18 a 20 mil reais perenes.

APROVADA E SANCIONADA

A lei foi aprovada por esta legislatura e sancionada pelo governador Tião Viana.

SEGUIDORA ATENTA

A mãe do governador Gladson Cameli, Linda Cameli, é seguidora atenta das redes sociais.

INDEPENDENTE DE PARTIDO

Sem entrar no mérito da sua ideologia política, o Abrahim Farhat, o Lhé, que acaba de receber uma homenagem da prefeita Socorro Neri é uma lenda viva da história política do Acre. E foi mais do que merecida a honraria. O Lhé, é uma figura do bem, respeita os contrários.

PRIMEIRO CANDIDATO

O Lhé foi o primeiro candidato do PT ao Senado, no Acre, tendo o Nilson Mourão de candidato ao governo. Isso, no tempo em que o PT vendia camisas na praça, o tempo agora é de Hilux.

METADE NÃO VOLTOU

Na nova composição da Assembléia Legislativa só doze são deputados da legislatura passada.

VOLTA DAS FAMÍLIAS

A ornamentação natalina da PMRB na Praça Plácido de Castro virou um centro de lazer nesta virada de ano, centenas de famílias são vistas com seus filhos passeando no belo espaço.

COMPLETAMENTE DESCARTADO

Esqueçam o nome do senador Jorge Viana (PT) para prefeito de Rio Branco. Nem pensar nisso.

PURA VINGANÇA

O deputado federal Alan Rick (DEM) liberou recursos para a recuperação dos hospitais de Sena Madureira e Acrelândia, por vingança por ter deixado a FPA, o governo não executou as obras. Foi este tipo de atitude que levou esta gestão que findou e acabar de uma forma lamentável.

NÃO HÁ MAIS MOTIVO

A partir de agora Tião Viana é um ex-governador. Não vou tripudiar. Acabou o governo, apagou o holofote da crítica. As urnas e a opinião pública lhe deram um castigo duro. Se alguma manifestação denunciando algo vier a ocorrer, esta terá de vir do novo governo.

OS ARQUIVOS NÃO MENTEM

Fomos um dos críticos mais duros do governo que está saindo, basta ir aos arquivos dos últimos quatro anos da minha coluna e conferir. Não fiz foi fazer agressões pessoais.

AGRADECER AOS LEITORES

Fechamos o ano de 2018 como o blog mais lida do Acre, segundo pesquisa do respeitado Instituto Data-Control. Agradecer a Deus pela saúde. Aos leitores pela preferência. Aceito todas as críticas. Não existe democracia sem contraditório. E vamos começar 2019, com o propósito de sempre procurar retratar os fatos sem censura e sem a preocupação de agradar ao poder. Feliz Ano Novo, saúde, paz e felicidade nos lares. Que venham novas vitórias na fé de Deus.

E agora, José?

Não converso com o ex-governador Tião Viana, nem em forma de entrevista, há anos. Mas devo imaginar pelo pouco que lhe conheço que, deve ter deixado o governo amargurado. Não estava na sua contabilidade política perder a eleição, muito menos de forma contundente. Sempre teve a certeza de que o candidato Marcus Alexandre (PT) venceria a disputa para a sua sucessão no primeiro turno. Chegou a fazer apostas com colegas jornalistas neste sentido. Tampouco esperava que a derrota varresse também o seu partido do Senado e da Câmara Federal. Encerro, com um trecho do poema de Carlos Drumond de Andrade: “e agora, José?/ a festa acabou/a luz apagou/ o povo sumiu/ a noite esfriou/e agora, José?/você que é sem nome/ que zomba dos outros/ você que faz versos/ que ama, protesta?/ e agora, José?…