Jornalista Patrícia Lélis denuncia que a Lei que regulamenta a profissão do tradutor de Libras é da deputada federal Maria do Rosário.

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, gerou repercussão ao fazer seu discurso em Libras (Língua Brasileira de Sinais), no parlatório do Palácio do Planalto, durante solenidade de posse do marido, Jair Bolsonaro, na Presidência da República.

Muitos destacaram, nas redes sociais, que a postura de Michele representa um passo para a inclusão. No entanto, a jornalista Patrícia Lélis lembrou, no Twitter, o real legado da inclusão dos deficientes auditivos.  

“Alguém avisa a Michele Bolsonaro que a lei que regulamenta a profissão de Tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais- LIBRAS é da Maria do Rosário, e o seu marido votou contra. Ou seja, falam dos esquerdistas mas no final usam as leis que aprovam e ainda querem palmas”, expôs Patrícia. 

Patrícia Lélis

@lelispatricia

Alguém avisa a Michele Bolsonaro que a lei que regulamenta a profissão de Tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais- LIBRAS é da @mariadorosario, e o seu marido votou contra.
Ou seja, falam dos esquerdistas mas no final usam as leis que aprovam e ainda querem palmas.

A proposta que deu origem à lei (PL 4673/04) foi apresentada pela deputada Maria do Rosário (PT-RS) e aprovada pela Câmara em 2009, na forma de um substitutivo elaborado pela relatora, deputada Maria Helena (PSB-RR). A mesma deputada que ouviu de Bolsonaro em 2003 que “ela não merecia ser estuprada”. 

Considera-se a Libras uma língua por possuir corretamente os níveis linguísticos fonológico, morfológicos, sintático e semântico, e o que vai diferenciar essa língua das demais é a sua modalidade visual-espacial, pois, o que denominamos de palavra na língua oral-auditiva, na Libras é denominado por sinais.

Maria do Rosário, reeleita deputada federal, já ouviu de Bolsonaro que não merecia ser estuprada por ser “muito feia”. Ele foi condenado a pagar R$ 10 mil à parlamentar pelas ofensas. Sua condenação foi confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Maria do Rosário elogiou o discurso de Michelle: “gesto positivo”.

Por Brasil247