O governo das hienas: alegria do clã é o sofrimento dos outros

Dias atrás, Jair Bolsonaro distribuiu um tweet de uma tal “Falha de S.Paulo” com uma foto escrota (não há outra palavra) de uma pessoa vestida de Papai Noel sendo contida por policiais com a legenda “Lula tenta fugir disfarçado de papai noel mas é detido”.

Logo depois, Michelle Bolsonaro apareceu vestida com uma camiseta com a frase com a qual a juíza fascista de Curitiba tentou humilhar Lula em seu depoimento.

Os filhos do capitão distribuem nas redes sociais memes e frases agressivas e pretensamente humorísticas para atacar Lula. Carlos Bolsonaro, que apresenta traços evidentes de psicopatia e vê conspirações e planos de atentados contra seu pai em todo canto, até no grupo bolsonarista, postou há dois dias outra “gracinha” da tal “Falha” com o seguinte teor: “Boicote: Lula diz que não estará presente na posse de Bolsonaro”. 

Manifestações como essas sucedem-se quotidianamente.

Aos 73 anos, Lula é um preso político. Tomaram-lhe tudo o que tinha, a esposa, dinheiro, poder, impedem-no de conviver com os filhos e netos. O clã Bolsonaro diverte-se com isso. Faz piada.  

Assim é. O clã Bolsonaro é constituído de gente que se diverte com o sofrimento do outro, que se compraz com a dor alheia. É gente que se alegra com a tortura que dilacera corpos e mentes.

É esse o padrão civilizacional-relacional a que o neofascismo pretende reduzir o Brasil, o de uma sociedade que se compraz com o sofrimento das pessoas.

Por Mauro Lopes / brasil247