Nos últimos meses, com a derrota da Frente Popular, foi revelado, com a transição, um “Cavalo de Tróia” a ser entregue ao novo governador eleito Gladson Cameli.

Na passagem da faixa, o novo gestor herdará uma uma dívida de mais de 4 bilhões de reais, contraídas do sistema financeiro brasileiro e dos organismos internacionais autorizados pelo governo federal.

Ao comparar com a história narrada na obra “Ilíada” de Homero em que o Cavalo de Tróia era feito de madeira e totalmente oco por dentro, assim se encontra o Estado segundo algumas lideranças consultadas.

Para o futuro deputado estadual José Bestene (PP), Gladson vai receber um estado que nada funciona na saúde, educação e segurança pública. “Um Estado que não produz nada e o que produzia foi embora por falta de incentivo, mostrando que estamos num momento de paralisia e de incertezas para a população”, finaliza

Apesar do presidente do PP reconhecer o cenário sinistro, ele admite que é necessário a retomada do funcionamento da máquina, na melhoria do atendimento da educação, saúde, segurança, infraestrutura, saneamento e habitação.

Outro que se mostrou cético com as medidas iniciais do futuro governo é o professor economista João Correia (MDB), no qual acredita que muita coisa ficou debaixo dos panos no governo que largará a faixa com descredito. “Suspeito que o Governo que assumirá com sua equipe de transição não logrou identificar os picos da realidade que administrarão. E não por própria culpa; é que além de bem difícil, o Governo em ocaso negou o essencial das informações” disse.

Segundo ele, o Governo do PT no Acre tentou a prática de um modelo sintetizado no inteiramente insensato “Governo da Floresta” e obteve para sua implementação um acúmulo de poder jamais visto: Governo Federal, Governo Estadual, Prefeituras, órgãos financiadores internos e externos de todas as instâncias.

“Mesmo com toda essa estrutura, o modelo fracassou rotundamente e lançou o Acre na fenda do atraso diante a economia brasileira,” acrescentou Correia.

Ainda na opinião do membro do MDB, é fundamental compreender as nuances dessa situação para empreender à procura da prática de um modelo que harmonize o Acre com o Brasil. “Não basta o voluntarismo e, especialmente, a maldição do que foi feito, mesmo porque muitos compromissos foram assumidos pelo Governo que sai e não podem simplesmente ser anulados por meros atos de vontade, finaliza João Correia.

No Alto Acre, o Vereador Charbel Reis (PP), acredita em uma mudança positiva, apesar de criticar as falhas do modelo de governo atual. “Não precisa inventar nada. A fórmula está pronta. Basta corrigir os erros da política fracassada que foi implantada pela frente popular nos últimos 20 anos, porque a equipe técnica escolhida pelo governador Gladson Cameli é bem capacitada”, pontua Reis.

A poucas horas de Tião deixar de ser governador, sem passar a faixa, não é conhecido ao certo como a nova equipe do governo fará para contornar tantos problemas que devem passar. Porém algo está bem claro para todos: haverá uma ruptura da “florestania” e suas roupagens e também a retomada das “lutas” ambientalistas, sindicais, centrais e todo tipo de bandeira vermelha.

Colaborador – Allaff Cruz

 

Presidente Nacional do PP envia mensagem ao governador Gladson Cameli

“Considero que a eleição do nosso querido senador Gladson Cameli como governador do Acre marca a inequívoca vontade de mudança do povo acreano, expressa, sobremaneira, na maiúscula vitória obtida ainda em primeiro turno. Uma mudança que certamente resultará em dias melhores, maior progresso econômico e social, o que sem dúvida resultará em investimentos em setores estratégicos para o Estado acreano.

Estou convicto de que os próximos quatro anos, sob a regência do governador Gladson Cameli, serão carregados de maior crescimento na economia, de responsabilidade na condução dos destinos fiscais, tributários e administrativos do Acre.

De minha parte, tenho a desejar ao estimado governador que sua gestão corresponda para além das melhores expectativas – o que fará do Acre, sem dúvida, um estado melhor daqui a quatro anos”.
Ciro Nogueira (PP – PI).