Ressaca de Natal: Porque não olhar para as periferias em que as crianças estão sem ter o que comer no natal?

Certa vez, um catador de lixo de Rio Branco (na figura de todos que vivem assim no Brasil), resolveu mandar uma carta para um morador ilustre da Finlândia.

Papai Noel, 

Sei que estás ocupado com tantas entregas de presentes no mundo, mas queria muito que quando tiverdes um tempo, leia esta carta de alguém que um dia já foi criança.

Lembro-me que todos os anos esperava sua passagem pela chaminé como nos desenhos para deixar meu presente e nunca lhe vi. 

Tempos depois, descobri que as casas do Norte e Nordeste e outras cidades com clima quente não usam chaminés e que os presentes que eu ganhei não foram da Finlândia, mas brinquedos jogados no lixo pela elite que não tem coragem de doar nada para os mais carentes.

Meus brinquedos meu pai trouxe do antigo lixão da Estrada Transacreana, ao qual toda família sobrevive de lá há décadas.

Até hoje não entendo porque visitas apenas as casas de ricos que esbanjam dos melhores presentes e comidas para ao final da festa jogar tudo fora.

Ainda tenho boas recordações de frangos inteiros e pedaços de peru que jamais teria comido na minha infância se não fosse as sacolas jogadas no lixo recheadas de guloseimas.

Ah Papai Noel…, porque não olhas para as periferias em que as crianças estão sem ter o que comer e sem abrigo no natal? Porque não deixas de lado a opulência do litoral para visitar as crianças vítimas do Polígono das Secas? Ajude as vítimas das alagações; das queimadas; dos sem tetos; das crianças sem pai; dos moradores de lugares longínquos da Amazônia; daqueles que estão em palafitas; dos que moram no sul e não compram carne porque o custo de vida não ajuda; daqueles que são vítimas do medo nas regiões de morro; dos que sofrem todo tipo de preconceito, violência e marginalização da sociedade.

Porque não deixas os centros das Grandes Metrópoles e andas por onde o poder público não se importa com a infraestrutura nem com a qualidade de vida dessas populações? Visites as famílias dos milhares de lixões espalhados Brasil afora; Vem dar teu ar da graça no Papouco e na Cidade do Povo aqui no Acre.

Não quero pedir muito não Papai Noel… Apenas que ajudes a desconstruir essa cultura da gastança que corrói o bem estar daqueles que nada tem. Que apenas olha as vitrines e nada pode comprar; Que só contempla a beleza dos pisca piscas nas ruas; Que sente o coração partido ao ouvir o Jingle bell noturno nas casas anunciando o início dos banquetes que não posso fazer e nem posso participar; Que faças uma campanha pelo não extravio de comida e bebidas.

Enfim, gostaria que o Natal das famílias fosse da fraternidade e felicidade e não do egoísmo. Que Jesus seja o centro de tudo e não uma festa pagã com ênfase ao Papai Noel. Desculpa se te ofendi homem das renas, mas sei que és vítima também de um sistema que mercantiliza e precifica até os sonhos da gente.

Repense sua jornada Papai Noel e até 2019.  

Ano novo vem aí

Depois da festa de véspera de Natal e seu Resto de ontem no almoço de terça, começam os planos para a festa de final de ano e sobretudo as expectativas para a nova safra de políticos que estão chegando no Congresso, nas Assembleias Estaduais, governos e o futuro Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

Deficientes na prisão

Dados do Departamento Penitenciário Nacional apontam que existem no Brasil 726.712 presos, sendo que destes, 5.974 apresentam algum tipo de deficiência que foram levadas em conta em seu registro. Como já é de conhecimento, os presídios não tem estrutura para fazer valer o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Nº 13.146, de 6 de Julho de 2015) e ainda tem algumas unidades da federação que não informaram o quadro de seus encarcerados como é o caso do Acre. Isso significa dizer que o número de deficientes pode ser ainda maior do que apresenta a estatística.
 
50 anos de AI-5

O Ato Institucional Número Cinco (AI-5) da ditadura militar, completou 50 anos em 13 de dezembro e para muitos que foram vítimas dos governos militaras à época, uma memória negativa que não se apaga.
Por outro lado, por decisão democrática, eles estão de volta em 2019 pela figura carismática e, sobretudo, polêmica de Jair Messias Bolsonaro.

Sua posse em 1º de janeiro ainda trás desconfiança para quem viveu na época da ditadura. O que fará o Alto Comando das forças armadas se o Congresso forçar o toma lá da cá e frear a governabilidade de Bolsonaro? Pode pintar um novo decreto se tudo virar circo…

Expocannabis Uruguay

Desde 2014/2015, quando foi aprovado e regulamentada lei de uso da maconha no Uruguai, existe a Expocannabis (Exposição da Maconha) que ocorre todos os anos em dezembro.

Segundo o Instituto de Regulação e Controle da Cannabis, atualmente existem mais de 30 mil pessoas registradas para adquirir a droga em 17 farmácias cadastradas.

Os clubes canábicos já passam de 100 em todo o país.

Além dos clubes cannabicos do Uruguai, existem vários CSCs (Clubes Sociais Canábicos) operam legalmente em outros países como Nova Zelândia, Espanha, Bélgica, França, Holanda, Itália, Eslovênia, Áustria e Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Chile, Colômbia, Argentina.

Aqui no Brasil pelo menos 1,8 milhão de pessoas usaram a pedra em 2012, segundo dados da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp. Mas, apenas um pequeno número destes, operam por meio de clubes na clandestinidade e participam ainda de forma tímida em eventos pró-maconha.

Ansiedade da fila de 20 anos

“Ansiedade” foi uma das palavras usadas por Gladson Cameli (PP) em confraternização do partido na última sexta, 20, referindo-se a sede dos aliados por cargos.

Existe uma reclamação velada nos quatro cantos que as equipes de transição de cada secretaria não visitaram os municípios para definir quem vai gerenciar cada setor.

E o chororô ou desespero só aumenta à medida que os dias passam e as pessoas não veem seus nomes publicados no Diário Oficial. Bota ansiedade nisso…

Inaugurações a todo vapor

Ao longo dos anos a sociedade passou a se acostumar com obras sem data certa para concluir ou inauguradas aos pedaços.
Agora, ao final de mandato, o governador resolveu acelerar todas as obras para inauguração ou reinauguração. Não se sabe se essa pressa seria a mesma se o time tivesse se mantido no poder. De modo que não parece interessado em deixar obras e dinheiro para o novo governador se assenhorar de obras faltando tão pouco para concluir. Do modo que a sociedade ganharia muito se a cada final de ano os governantes trabalhassem como se estivessem se despedindo do cargo.
 
Alysson Bestene visita Maternidade

O futuro secretário da Saúde, Alysson Bestene e Gladson Cameli (PP), visitaram a  maternidade e o Hospital da Criança e perceberam que muita coisa precisa ser  restaurada para restabelecer o bom funcionamento dos dois estabelecimentos.  
As goteiras e infiltrações que viram é apenas a ponta do iceberg que estão presentes em todas as autarquias do governo, somados a outros problemas crônicos que os funcionários passaram a conviver por falta de recursos alegados pelo governo atual.

Ciclovia podre

Se o Alysson Bestene tivesse feito sua visita à Maternidade pela ciclovia teria se arrependido. No momento um trecho de aproximadamente 150 metros da pista está comprometida com água fétida de esgoto.