Não transformou a Aleac em curral-eleitoral do PT

Democracia não se fala, se pratica. Foi exatamente o que fez na Assembléia Legislativa, nos oito anos à frente da presidência da mesa diretora, o deputado Ney Amorim.

Desde o primeiro mandato – e nem se falava na sua candidatura a senador – o Ney, em momento algum, mesmo no auge da exacerbação das críticas ao governo do Tião Viana, ele colocou qualquer empecilho para travar os debates. Não segurou CPIs, mesmo as que contrariavam o seu partido na época, o PT. Nunca confrontou um jornalista por ter recebido uma crítica, sempre foi acessível à imprensa e por isso deixará o poder com o respeito da categoria. Soube separar sempre o papel de presidir o Legislativo dos debates do plenário. Não transformou o parlamento em curral-eleitoral do petismo. Fecha o mandato por cima. Fez política sem ranço.

ESTA FOI CÔMICA

O dirigente do MBL- Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, que se elegeu deputado federal com espetacular votação, fez ontem a seguinte postagem cômica em sua página na internet: “Sorteio dos gabinetes foi hoje. Fiquei com o do Sibá Machado (PT). Não sei se fico triste pelo azar ou se fico feliz porque ele perdeu a eleição”. Até na despedida, o Sibá fica na ribalta do humor.

FALANDO NO SIBÁ MACHADO

Falando no deputado federal Sibá Machado (PT), ele já anda se movimentando em campanha antecipada para a presidência regional do PT, com o deputado Jonas Lima (PT) de escudeiro. A meta é tirar o grupo do Carioca, Ermício, Cesário Braga, Léo de Brito e Cia, do comando do PT.

ARGUMENTO PESADO E REAL

O argumento do grupo do deputado federal Sibá Machado é que a DR, corrente que domina hoje o PT com o Carioca de Papa, foi uma das responsáveis pela derrocada da última eleição.

TODO CUIDADO É POUCO

Quase todo dia se registram assaltos e roubos de carros, estes tipos de crimes, que tinham diminuído voltaram a crescer, principalmente, na capital. A coisa fugiu novamente de controle.

FOGUETES PARA A MÍDIA

Não há embasamento legal que leve à cassação do mandato de vereador do Pastor Manuel Marcos. Do crime pelo qual foi preso, nem denunciado foi. O resto é foguete para a mídia.

SECRETÁRIO ESPECIAL

A coluna tem informação de que o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, aceitou o convite para ser Secretário Especial, no futuro governo. Mas exige abrangência de ação estadual, gabinete de trabalho, e não apenas ficar restrito ao Juruá. Prego batido.

UM ANO PARA SER ESQUECIDO

O PT vive os últimos dias de poder. O governador Tião Viana conseguiu o difícil feito de sob o seu comando, o PT ter perdido o governo, todos os deputados federais, o único senador, e sair com impopularidade recorde de todos os governantes petistas. 2018 é um ano para esquecer.

NÃO ENTENDEU

Quem leu a entrevista do presidente do PT, André Kamai, nota que ainda não entendeu o recado das urnas. Perderam tudo no Estado. Falar em FPA é falar em contos de fadas e duendes. A FPA existiu enquanto o PT tinha cargos para dar. A debandada será quase geral.

FOI UM CONLUIO DO PODER

A FPA, na verdade foi um conluio político de grupos que se juntaram ao PT e PCdoB (os únicos ideológicos) para governar o Estado em troca de favores. Acabou o poder acabou a aliança.

QUE É ISSO, SENHORES?

Contam que o deputado federal Flaviano Melo (MDB) e o futuro deputado Roberto Duarte (MDB), em recente reunião com o grupo do governador eleito Gladson Cameli, externaram a preocupação com o tamanho do enxugamento da máquina estatal. Acharam grande o corte. E que pode prejudicar a governabilidade. Respeito as opiniões, mas discordo.

ONDE ESTÁ A PRÁTICA?

Uma das principais bandeiras de críticas ao governo que está findando de forma melancólica, foi que inchou a máquina estatal, e transformou o Estado num imenso armazém para abrigar afilhados. E agora quando se parte para fazer o contrário do que fez o PT, se é contra?

MELHOR EXEMPLO

O melhor exemplo de que não se deve transformar o Estado num imenso cabide de emprego é a situação em que chega ao fim o atual governo. Se o modelo de entupir a máquina de amigos fosse uma fórmula para se fazer uma boa gestão, os atuais governantes não sairiam execrados.

OPOSIÇÃO FERRENHA

O PT está ser articulando para fazer uma oposição ferrenha ao novo governo. É o que revelou o governador Tião Viana a um amigo. Natural. Este foi o papel que a urna lhe reservou.

O RISCO QUE CORRE O PAU….

Na política, o risco que corre o pau corre o machado. É bom lembrar que, todas as secretarias que, antes estavam nas mãos dos petistas, os seus acervos estarão nas mãos da oposição.

BRIGA PELA FIEACRE

Uma nova frente de briga dentro do empresariado começa a acontecer pela presidência da FIEAC. O atual presidente José Adriano, apoiado pelos irmãos Vianas, vai confrontar o candidato apoiado pelo grupo do governador eleito Gladson Cameli, o empresário Salomão.

O PROBLEMA É A LOCALIZAÇÃO

Nada contra a inauguração da Escola de Gastronomia, construída pelo governo. O problema é ficar na “Cidade do Povo”. Quem se arriscaria hoje fazer um curso noturno? Para se ter uma ideia, os taxistas se recusam a fazer corridas noturnas para o bairro, com temor de assalto.

QUESTÃO FORAM AS PRIORIDADES

Um dos grandes problemas do governo que finda no próximo dia 31, foi não definir prioridades. Se definisse não teria construído o Lago do Amor e outras obras que não tinham necessidade, enquanto pipocavam problemas nos hospitais e uma violência crescente.

NÃO FALO MAIS

A partir de 1º de janeiro o governo que se finda de forma desastrada sairá do foco da coluna. Ao não ser que surja um fato excepcional. Porque a partir da posse a responsabilidade por tudo o que acontecer ou deixar de acontecer no Estado, será responsabilidade de quem entra.

NÃO PODE SER IMEDIATA

Claro que há de se esperar que o novo governador e o seu secretariado tomem pé do que vão encontrar; montar a equipe, e terem tempo de no mínimo 100 dias para começar a mostrar serviço. Foi este o prazo que o novo governador deu para o secretariado dizer a que veio.

FOCO PRINCIPAL

O foco principal vai estar nos novos secretários de Saúde e de Segurança. Porque estas pastas são uma espécie de herança maldita a ser deixada pela administração que sairá do poder. Se conseguirem mostrar uma nova imagem destes setores nos primeiros 100 dias, será um tento.

MAIORES RECLAMAÇÕES

As maiores reclamações da população são direcionadas hoje contra o precário atendimento no sistema de saúde pública e contra a segurança, por não conter o alto índice de crimes, que assusta, principalmente, os moradores de Rio Branco. Pior que está não pode ficar.

TE CUIDA, GONZAGUINHA!

O MDB trabalha para derrubar a candidatura do deputado Luiz Gonzaga (PSDB) a primeiro secretário da futura mesa diretora da ALEAC, sob o argumento de que o PSDB está bem aquinhoado com cargos no Executivo. Os emedebistas querem um nome do partido.

GATO ESCALDADO TEM MEDO DE ÁGUA FRIA

Integrantes do primeiro escalão do governo me disseram que ficaram “escaldados”, depois de um discurso do futuro deputado Roberto Duarte (MDB), pregando um mandato independente.

É BOM SE ARTICULAREM

Já pegaram um sapeca na eleição para os cargos de mando do SEBRAE do grupo ligado aos irmãos Vianas. Se o grupo do Gladson Cameli não se articular, pode levar nova sapatada na eleição para a presidência da FIEAC. Ou se entra numa disputa para ganhar ou não entra.

MAIOR DESAFIO

Quando ninguém conhecia o PT, tempos em que o Badate fornecia de graça as camisas para os petistas pintarem o 13 e os nomes dos seus candidatos e o Lhé ia vender na Praça “Plácido de Castro”, o partido vivia um êxtase com a juventude, principalmente, e com toda a população, descontente com os governos da época. O PT era a menina nova e bela que chegava no interior e causava deslumbramento. O PT chega ao poder, ficou 20 anos, e a menina cobiçada virou uma velha desdentada que já não causa nenhum frisson, mas repulsa. É exatamente neste quadro que os dirigentes do PT vão ter que trabalhar, voltando para a oposição depois de 20 anos. Não terão mais o que oferecer. A sua imagem é terrível perante a população. Basta ver a surra brutal que levaram nas urnas é a alta impopularidade do atual governo. O PT terá que se reinventar, mas não vai voar em céu de brigadeiro, como antes de chegar ao poder e o povo conhecer o que estava por trás daquela capa de menina formosa. Deixaram de ser novidade. O próximo governo terá que fazer muita força para ser pior do que o atual. Enfim, os petistas não terão uma tarefa fácil na luta para se reerguerem. Este é o seu maior desafio.