Com Guillain-Barré, garoto reaprende a andar após perder movimentos

Natural do Envira (AM), menino foi encaminhado para Hospital da Criança, em Rio Branco, para tratamento. Fisioterapeuta que acompanha evolução diz que menino é ‘lição de vida’ para todos.

Com Guillain-Barré, garoto de 12 anos supera desafios e reaprende a andar após perder todos os movimentos no Acre — Foto: Arquivo pessoal

Diagnosticado com a síndrome de Guillain-Barré há três meses, o menino Renato Russo, de 12 anos, supera os desafios da doença e reaprende a andar após perder todos os movimentos. Natural do Envira (AM), ele foi encaminhado para o Hospital da Criança, em Rio Branco, onde ficou internado por um mês.

A doença começou a se desenvolver depois que Renato teve febre chikungunya. Depois disso, ele passou sentir fraqueza e reclamou para a mãe, a técnica de enfermagem Maria Rosenilda de Oliveira, de 34 anos. Segundo ela, foi tudo muito rápido.

“Ele ficou duas semanas gripado, depois com uma dor de cabeça constante e no dia 16 de agosto levei ele na emergência no hospital lá no Envira. O doutor pediu exame, voltamos para casa, quando foi no dia seguinte, ele caiu três vezes no banheiro. Fomos direto para a emergência do hospital, o médico fez o exame físico e já encaminhou para Rio Branco, porque suspeitou da doença”, lembrou a mãe.

A família foi para a capital acreana no mesmo dia e o menino, que já tinha perdido os movimentos do corpo, foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Criança. Foram 12 dias internado na UTI e depois ele ficou no leito. Ao todo, Renato ficou um mês no hospital.

Recomeço

Durante o tratamento, Renato começou a apresentar os primeiros sinais de melhora no quadro clínico. A fisioterapeuta e preceptora de estágio de neuropediatria da Fameta, Patrícia Carneiro, que acompanha o menino há dois meses, lembra que com duas semanas internado ele voltou a fazer pequenos movimentos.

“No hospital, ele fez a pulsão e foi constatada a doença. Ficou com todos os músculos paralisados praticamente duas semanas e começou a tomar medicação. O socorro dele foi muito imediato, por isso que está tendo essa melhora. Depois de umas duas semanas, ele começou a mexer aos poucos e foi passada a fisioterapia. Daí, começou a voltar alguns movimentos”, contou Patrícia.

Lição de vida

A fisioterapeuta disse que a força de vontade do menino de ficar curado é uma lição de vida para todos os envolvidos. Segundo ela, esse é o primeiro caso de criança diagnosticada com Guillain-Barré que a clínica de fisioterapia da faculdade recebe.

“Apesar de toda falta de mobilidade que ele tinha, era muita força de vontade de melhorar. Às vezes, a gente fica reclamando por coisa boba comparado ao quadro clínico que aquela criança estava apresentando. E ver como ela estava levando aquilo ali, com perspectiva de melhora o tempo todo, sempre positivo foi uma lição de vida mesmo em todo mundo que está ao redor”, concluiu a fisioterapeuta.

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