Alfabetizada aos 77 anos, idosa diz que continua indo às aulas

Hoje aos 79 anos, dona Raimunda conta que é outra pessoa e que se sente livre depois que aprendeu a ler e escrever.

Dois anos depois de ter sido alfabetizada, a dona de casa Raimunda Ferreira, de 79 anos, conta que continua frequentando as aulas para não esquecer o que aprendeu. Ela aprendeu a ler e escrever por meio do programa “Quero Ler”, lançado pelo governo do Acre em 2016. Nesta quarta-feira (14), é comemorado o Dia Nacional da Alfabetização.

Em matéria publicada em novembro de 2016, a idosa contou que um dos sonhos era poder ler a bíblia e fazer a leitura do folheto durante a missa. Orgulhosa, ela diz que conseguiu realizar esse desejo e já faz leituras na igreja que frequenta.

“Ainda estou estudando. Quando abre matrícula, eu corro para fazer a inscrição porque não quero esquecer o que aprendi e também para aprender mais um pouco. Consegui até fazer a leitura na igreja, só não faço sempre porque tenho vergonha, mas quando me chamam para fazer, eu faço. Me senti muito feliz por ter conseguido”, disse Raimunda.

Raimunda lembra que quando não sabia ler precisava de ajuda para praticamente tudo. Segundo ela, depois que foi alfabetizada se sente outra pessoa, além de estar mais livre.

“Mudei muito minha vida. Antes, para pegar um ônibus tinha que ficar perguntando para as pessoas. Agora, eu mesmo já consigo saber qual é o ônibus e não preciso mais perguntar mais. Me sinto mais independente”, afirmou a idosa.

Plantão 3 de Julho Notícias 16ª Edição

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Por Iryá Rodrigues, G1 Acre