Gladson, Petecão e Flaviano são investigados pela PGR no escândalo da farra das passagens aéreas

Acreanos estão na lista dos 199 parlamentares e ex-parlamentares que teriam negociados passagens com agências de viagens para parentes e amigos.

Por Romerito Aquino e Tião Maia

A Procuradoria Geral da República (PGR) investiga o escândalo de âmbito nacional da “farra das passagens aéreas”, que teria envolvido 199 parlamentares e ex-parlamentares do Congresso Nacional, entre os quais se encontram os senadores Gladson Cameli (PP-AC) e Sérgio Petecão (PSD-AC), além do deputado federal Flaviano Melo (MDB-AC).

Nome de Gladson Cameli na lista dos parlamentares em documento da PGR enviado em julho de 2017 para o STF – Foto Reprodução

Os nomes dos três parlamentares acreanos constam na investigação chamada “noticia de fato”, também conhecida como procedimento interno de investigação, aberto em julho do ano passado pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot para apurar a participação de deputados federais que teriam negociado, entre 2006 e 2009, com agências de viagens passagens de suas cotas parlamentares para permitir viagens de parentes e amigos.

Na época, Gladson Cameli e Sérgio Petecão eram deputados federais e Flaviano já era deputado. A Assessoria de Imprensa da PGR não informou até o final da tarde desta segunda-feira em que nível se encontra no momento a investigação no órgão. O site também Expresso Amazônia tentou ouvir os três parlamentares através da jornalista Silvânia Pinheiro, que não retornou o pedido até a publicação desta matéria.

Flaviano Melo na lista dos parlamentares em documento da PGR enviado em julho de 2017 para o STF – Foto Reprodução

Escândalo foi revelado pelo site Congresso em Foco

O escândalo da farra das passagens aéreas foi revelado em março de 2009 pelo site de notícias Congresso em Foco, especializado na cobertura jornalística do parlamento federal. Após a denúncia do site, a direção da Câmara dos Deputados anunciou mudanças no uso das passagens, restringindo viagens internacionais e limitando o benefício a parlamentares e assessores.

Ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot foi quem abriu a investigação na PGR – Foto Marcelo Camargo, da Agência Brasil

Segundo revelou o jornal O Globo, em março de 2017, o ministro Luiz Fux, relator do escândalo no Supremo Tribunal Federal (STF), enviou a lista dos políticos envolvidos na farra das passagens ao procurador-geral Rodrigo Janot, indagando se ele queria ou não investigá-los. Em documento protocolado no STF no dia 25 de julho do mesmo ano, Rodrigo Janot confirmou o interesse da PGR nas investigações.

Na avaliação do então procurador-geral da República, mesmo não havendo indícios suficientes de atos ilegais dos políticos nos autos e não sendo possível apurar as condutas de todos em um mesmo procedimento, é “razoável uma apuração inicial no âmbito do Ministério Público”, segundo consta do documento enviado por Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal.

O documento enviado pelo procurador-geral da República para o ministro Luiz Fux foi com o nome de Petição nº 6.874/DF (ver link abaixo), referente ao processo penal por suposta prática de crime de peculato, que teria sido cometida pelos 199 parlamentares e ex-parlamentares na venda de passagens de cotas parlamentares para agências de viagens.

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