Mulher encontra carro que foi roubado em assalto há mais de um ano queimado

Carro de Joelma Costa Dantas foi encontrado no bairro Vitória, nesta segunda-feira (17). Veículo foi roubado em fevereiro de 2017 durante um assalto na casa da vítima.

A estudante de fisioterapia Joelma Costa Dantas, de 34 anos, encontrou o carro dela, que foi roubado em fevereiro de 2017, queimado nesta segunda-feira (17), no bairro Vitória, em Rio Branco. Joelma teve a casa invadida e vários pertences roubados durante um assalto.

A mulher disse que registrou um boletim de ocorrência na época, mas não obteve resposta sobre o paradeiro do veículo. O carro de Joelma foi encontrado pelo irmão dela, que fazia campanha eleitoral no bairro Vitória.

“Ele começou a conversar com o pessoal que mora próximo de onde estava o veículo. O vizinho falou a placa, que é a do meu carro, e disse que o veículo era utilizado por um marginal que morava próximo e fazia assaltos, até que queimou o carro e sumiu”, destacou.

Joelma disse que o veículo estava sem placa, mas ela diz ter certeza que o carro é o dela. A estudante avisou a polícia e pediu que seja feita perícia no carro. Ela também pediu que o chassi do veículo seja checado.

“Não tinha placa, levaram. Mas, o pessoal que era acostumado a ver o carro por lá confirmou o número da placa para o meu irmão. Não acho que é, tenho certeza. Meu irmão nem perguntou o número da placa e os vizinhos já falaram. Lá, parece que é bem violento e eles têm medo. Os vizinhos falaram que o cara tocou fogo há mais de um mês”, confirmou.

Assalto

Ainda segundo Joelma, o assalto foi feito por dois homens armados. A dupla fugiu no carro dela com os objetos dentro. Em outubro do mesmo ano, uma irmã da estudante descobriu que o veículo não estava com restrição de roubo.

“Entraram aqui em casa na primeira noite de Carnaval, em fevereiro de 2017. Dois homens entraram aqui, colocaram armas na cabeça das minhas filhas e as trancaram no banheiro. Fiz o boletim de ocorrência, mas nunca encontraram. Minha irmã fez uma pesquisa em outubro e descobriu que o carro não estava negativado e tinham 22 multas”, afirmou.

Só após uma denúncia em uma sessão na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), segundo Joelma, é que o carro ficou com restrição. A estudante foi aconselhada a processar o Estado, mas ela se diz desacreditada de tudo.

“Trabalho com uma deputada e ela denunciou isso no plenário e no outro dia fui na delegacia e já estava negativado. O cara passou mais de um ano andando com meu carro. Meu amigo me aconselhou a processo, mas acho que nem dá certo. Hoje se eu for roubada não vou em uma delegacia dar queixa porque não vão fazer nada”, detalhou.

Ainda de acordo com a estudante, a casa dela foi assaltada nove vezes entre 2015 e 2017. “Quando me roubaram, fui na Defla mas, antes de chegar lá, passei por duas blitzen, contei a história e dei o número da placa e não fizeram nada. Nunca mais na minha vida vou em uma delegacia dar queixa, porque é muito mais chato você saber que tentou e nada foi feito”, lamentou.

Do G1 Acre