Delegado disse que dupla havia recebido ordem para matar membro de facção com mesmas características de membro de facção.

Com ajuda de câmeras de segurança, polícia prende suspeitos de executar agente penitenciário no interior do Acre (Foto: Adelcimar Carvalho)

Durante coletiva na manhã desta quinta-feira (31), o delegado Elton Futigami disse que o agente penitenciário Gilcir Silva Vieira, de 38 anos, executado em Cruzeiro do Sul foi morto por engano.

De acordo com a polícia, Paulo Alves Barros, de 23 anos, e José Jeferson Alves receberam ordens para matar um integrante de facção rival que tinha as mesmas características do agente. Os dois foram presos no bairro do Remanso.

Vieira foi morto ao sair de casa para consertar o pneu de uma moto e, quando retornava, foi seguido e executado com vários tiros. O crime ocorreu perto de um posto de lavagem. O crime foi elucidado com a ajuda de câmeras de segurança do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp).

“Pelo que a gente apurou foi um erro de execução. Os suspeitos, por mais que sejam de facção criminosa, não tinham o intuito de executar um agente público. O que ocorreu foi um engano, eles tiveram uma ordem superior para executar um membro de facçãao rival e que tinha as mesmas características da vítima, que estava com a mesma moto e roupas com as mesmas cores que passaram para ele. Então, achavam que era membro de uma facção rival”, conta o delegado.

Os dois suspeitos contaram que só se deram conta do engano meia hora após o crime. Futigami também disse que a vítima já havia registrado ameaças, mas o delegado não soube informar o teor da denúncia. “Não sabemos se era uma ameaça de preso ou de outra pessoa”, explica.

Os dois, segundo a polícia, já tinham passagem pela polícia e Paulo Barros seria foragido do presídio de Tarauacá. A Polícia Civil não descarta a transferência da dupla para Rio Branco, onde devem ser enclausurados no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

“Talvez haja um clamor da população para que os dois fiquem aqui devido o crime, mas o RDD é um regime de reclusão extrema que não temos aqui”, completa o delegado Luis Tonini.

Telejornal 3 de Julho 12ª Edição

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Do G1 Acre