Tem gente quer não aprende nunca; é vacilo atrás de vacilo! Esse parece ser o caso do ex-prefeito de Brasileia e ex-secretário-geral do MDB no Acre, Aldemir Lopes.

Ele foi flagrado no final da semana passada descumprindo medida restritiva de direito imposta pelo Judiciário acreano e agora, pela infringência das medidas coercitivas, corre o risco de voltar para o xilindró.

Considerado a principal liderança do MDB na região do Alto Acre, Aldemir teve uma foto divulgada durante a entrevista do pré-candidato ao governo do Acre, Coronel Ulysses Araújo, ao jornalista Roberto Vaz, no Bar do Vaz.

A foto abaixo remete a uma reunião onde o ex-prefeito participava de um encontro noturno promovido na casa do Coronel Ulisses, oportunidade em que o anfitrião estava ladeado por lideranças do MDB e o senador Gladson Cameli (PP).

Na entrevista concedida ao jornalista Roberto Vaz, Ulysses explica que esse encontro teria ocorrido durante a noite, num jantar em sua residência, onde também estavam persente seus familiares. Segundo o militar.

Ocorre que dentre os convivas, estava o ex-prefeito Aldemir Lopes, proibido de ausentar-se da residência e frequentar ambientes noturnos.

Para tentar esconder a imagem de Aldemir, durante a entrevista a Vaz, Ulysses pôs o dedo no rosto do ex-prefeito para que ele não fosse identificado.

O ex-prefeito que é acusado de fraudar licitação, lavagem de capitais, corrupção ativa e passiva, peculato e organização criminosa enquanto seu partido, o MDB, administrava a cidade de Brasiléia, entre 2010 e 2014.

A mesma imagem foi divulgada na página do ex-deputado federal João Correia no Facebook. Para que o rosto de Aldemir não fosse visto, o ex-deputado do MDB, de forma ardilosa, mostrou a foto cortada.

Aldemir já foi preso em operações da Policia Federal em duas oportunidades, mas recentemente, no final de fevereiro deste ano, o desembargador Samoel Evangelista concedeu-lhe um Habeas Corpus, desde que cumprisse algumas medidas cautelares, como por exemplo, ficar em casa durante o período da noite. Entre outras regras, Aldemir está proibido de manter contato com testemunhas arroladas no processo que apura corrupção em Brasiléia, devendo manter distancia destes em até 200 metros.

Peitando a justiça

Como dito acima, as medidas restritivas que foram impostas pela Justiça, as quais Aldemir deveria cumprir com rigor, determinam, dentre outras, que o ex-prefeito recolha-se à sua residência no período noturno, o que, obviamente, não ocorreu no dia em que foi realizada a reunião política na casa do Coronel Ulisses, onde era discutida a candidatura de vice na chapa de Gladson Cameli (PP).

Presente ao descumprimento das determinações da justiça, operadores do direito consultado pelo site Pagina20.net entendem que o Habeas Corpus tende a ser cassado, vez que o beneficiário, não caso Aldemir Lopes, não cumpriu com as exigências da justiça.

Por Pagina20.net