Grupo com capital político de 100 mil votos não quer Rocha como vice e ameaça romper com Gladson em respeito a Eduardo Velloso

Sete partidos que ainda apoiam o senador Gladson Cameli não aceitam o deputado federal Major Rocha para vice na chapa majoritária da oposição.

Tão logo o próprio deputado admitiu que irá se auto-indicar, não somente as redes sociais ficaram em polvorosa, mas alguns dirigentes deram início a uma forte campanha para se contrapor à ideia. Um encontro está agendado para a noite deste domingo (local não revelado) com a presença já confirmada dos dirigentes das seguintes legendas: PTC (do advogado Júnior Santiago), PPS (da professora Rosana Nascimento), PMN (da advogada Valdete Souza), PSC (do ex-deputado Jammyl Asfury), PTB (da publicitária Charlene Lima), Solidariedade (Márcia Bittar) e PR (da missionária Antônia Lúcia).

Eles entendem que Major Rocha está “forçando a barra, querendo impor seu próprio nome sem ter apoio da aliança”. Esse grupo, inclusive, reconhece a articulação bem sucedida que vem sendo feita pelo médico Eduardo Velloso (PSDB), do mesmo partido de Rocha, desde a segunda metade do ano passado. Velloso, aliás, tem, além do apoio desses partidos, a confiança irrestrita dos dirigentes, que o consideram o único nome capaz de agregar eficiência administrativa, capacidade técnica e alto poder de diálogo com quaisquer forças políticas do estado.

Duas fontes ouvidas pela reportagem disseram que, “se o nome de Rocha por aceito “na base da imposição pessoal” uma nova aliança será formada”, o que significaria um racha desses partidos com Gladson Cameli. Na hipótese de Eduardo Velloso ser preterido, o médico poderia disputar uma vaga de senador e uma outra liderança, a ser escolhida pelo grupo, estaria pronta para ser anunciada como quarta via na corrida pelo Governo do Acre.

A reportagem se dispôs a cobrir a reunião de logo mais, mas o endereço do encontro, que será fechado, não foi revelado. Logo em seguida, o senador Gladson e o próprio Rocha serão oficialmente comunicados da decisão do bloco pró Eduardo Velloso. As fontes com as quais a reportagem conversou são unânimes: o discurso de Gladson em prol da unidade é o caminho mais acertado, mas “não se conquista unidade sem dar voz á maioria”. E, nesse caso, democracia é a palavra mais citada entre os nanicos que, se contrariados, podem causar estragos ainda piores.

Esse mesmo grupo já estava se articulando desde o instante em que o PMDB emitiu nota oficial rompendo com Cameli. Um dirigente de partido nanico, ouvido pela reportagem, disse que o senador Gladson foi poupado para não se sentir pressionado a tomar decisões erradas. Porém, para evitar que Rocha seja o escolhido, os partidos apresentarão argumentos sólidos para convencer o senador. Um deles é o fato de que esse bloco de nanicos, sozinho, é capaz de conquistar mais de 100 mil votos, e com isso poderia eleger até três deputados federais.

Por Assem Neto / acjornal.com