Gladson se esconde e nada diz: A candidatura do senador Gladson Cameli (PP) ao governo do Acre pode não vingar.

Os acontecimentos dos últimos dias estão demonstrando a fragilidade das alianças que, até aqui, vinham alicerçando o sonho de Gladson de se tornar governador do Estado.

Nesta quinta-feira, o MDB de Flaviano Melo anunciou, através de nota pública, que está se retirando da candidatura de Gladson. Já na manhã desta sexta-feira, os sites e jornais da capital, em suas páginas políticas, anunciam que o MDB já discute apoio à candidatura do coronel Ulisses Araújo (Sem partido).

A mesma atitude do MDB deve ser tomada pelo PSH, SD, PTB, e PPS. Além do PP, do PSDB e do DEM, Gladson contará apenas com o PSD de Sérgio Petecão.

A responsabilidade sobre o que ocorre na oposição, no entanto, não pode ser creditada a outro que não ao próprio Gladson Cameli, que está sendo incapaz de gerenciar as constantes crises entre os partidos aliados. Os que o conhecem de perto o têm como alguém que não consegue sustentar a palavra, manter um compromisso ou tomar decisões firmes.

E os exemplos disso são muitos. A começar pelo conflito para a escolha do seu vice de chapa, que vem se arrastando a meses. Sabe-se que Gladson já ofereceu o cargo a Alan Rick, ao PSDB do Major Rocha e, mais recentemente, ao oftalmologista Eduardo Veloso. Quando das primeiras discussões sobre os nomes, ainda no ano passado, o senador pepista garantiu que até o dia 16 de fevereiro anunciaria o nome do vice. A data chegou, mas Gladson, ainda indeciso, postergou o anuncio para data posterior.

Os descontentamentos dos aliados quanto à sua postura tonaram-se públicos a partir da divulgação de áudios. Primeiro partiu de Marcio Bittar que disse, em encontro partidário, que Gladson não era o nome indicado para concorrer ao governo o Acre. Vários outros se seguiram e, mais recentemente, o ex-secretário de Agricultura de Brasileia, Joaquim Lira, uma importante liderança do Alto Acre, publicou em grupos de WhatsApp, duríssimas críticas a ele.

Gladson se esconde e nada diz

Como se diz na linguagem popular, “enquanto o circo pega fogo”, Gladson Cameli “se faz de morto”. Nem uma palavra sua sobre a crise que está implodindo a oposição no Acre veio a público até a manhã desta sexta-feira.

Apenas uma nota, redigida pelo um de seus assessores, o jornalista Jairo Carioca, foi veiculada em grupos de WhatsApp. A nota chama, novamente, para a união, fala da importância dos aliados e do respeito às opiniões contrárias. Mas nota assim nada significa quando, na prática, Gladson Cameli age como desagregador.

Por página20.net