Aldemir Lopes foi solto na terça-feira (27) após pagar R$ 20 mil de fiança e Everaldo Gomes conseguiu a soltura nesta quinta (1º) sem pagar fiança.

Ex-prefeitos de Brasileia recebem alvará de soltura após cinco meses presos (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

Após ficarem cinco meses presos, os ex-prefeitos da cidade de Brasileia, no interior do Acre, Aldemir Lopes e Everaldo Gomes receberam alvará de soltura. Os dois foram presos em setembro do ano passado durante a 4ª Operação Labor, da Polícia Federal do Acre, que investigava fraudes em licitações.

Aldemir Lopes foi preso em setembro do ano passado durante a 4ª Operação Labor, que investigava fraudes em licitações (Foto: Arquivo)

Lopes foi solto na terça-feira (27) após pagar R$ 20 mil de fiança e Gomes conseguiu a soltura nesta quinta (1º) sem pagamento de fiança. A informação da soltura dos dois políticos foi confirmada pelos advogados dos dois.

Lopes foi solto na terça-feira (27) após pagar R$ 20 mil de fiança e Gomes conseguiu a soltura quinta (1º), sem pagamento de fiança. A informação da soltura dos dois políticos foi confirmada pelos advogados dos dois.

Foram presos também o ex-prefeito de Plácido de Castro, Roney Firmino, o ex-vereador Marivaldo da Silva e o vereador Joelson dos Santos Pontes. Na época, o ex-vereador Mário Jorge Gomes Siesca foi conduzido coercitivamente.

Ex-prefeito de Placido de Castro Roney Firmino teve o alvará de soltura deferido na terça-feira (27). Foto: internet)

O ex-prefeito da cidade de Plácido de Castro Roney Firmino teve o alvará de soltura deferido na terça-feira (27).

Conforme o advogado Kaio Marcellus, a defesa de Lopes recorreu da decisão da Vara Criminal da Comarca de Brasiléia que indeferiu o pedido de liberdade provisória ao ex-prefeito no último dia 21 de fevereiro.

“A gente entrou com o pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça e esse pedido foi julgado. Foi concedida a revogar a prisão preventiva dele e dada a ordem para colocá-lo em liberdade sob pagamento de fiança”, informou Marcellus.

“A gente entrou com o pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça e esse pedido foi julgado. Foi concedida a revogar a prisão preventiva dele e dada a ordem para colocá-lo em liberdade sob pagamento de fiança”, informou Marcellus.

Lopes estava preso no Batalhão Ambiental, em Rio Branco, após ter sido transferido depois que passou mal enquanto estava custodiado na Unidade Penitenciária UP 4, conhecida como Papudinha.

Já a defesa do ex-prefeito Gomes informou que solicitou o não pagamento de fiança, já que ele não teria condições de pagar. Segundo o advogado Christopher Mariano, Gomes estava preso há 170 dias.

“Os outros tinham entrado com pedidos de liberdade e foi concedido sob pagamento de fiança. Mas, meu cliente está desempregado e não tinha como pagar esse valor, então, entrei com outro pedido diante das condições econômicas dele para ele sair sem fiança ou que fosse reduzido esse valor. O juiz de Brasileia, de ofício deu sem fiança”, disse Mariano.

Marivaldo da Silva, que também foi preso na operação, recebeu o alvará de soltura (Foto: Arquivo)

O ex-vereador de Brasileia Marivaldo da Silva, que também foi preso na operação, recebeu o alvará de soltura nesta quinta (1º) sem pagamento de fiança, segundo Mariano.

Prisões

Ex-prefeitos dos municípios de Brasiléia e Plácido de Castro foram presos preventivamente no dia 13 de setembro do ano passado durante a 4ª fase da Operação Labor, batizada de Dolos-Apate, deflagrada pela Polícia Federal do Acre.

Ao todo, foram cumpridos 37 mandados judiciais em Brasiléia e Rio Branco. Outros sete mandados de prisão, 14 de busca e apreensão e 16 de condução coercitiva também foram realizados durante a mobilização da PF.

Ao todo, foram cumpridos 37 mandados judiciais em Brasiléia e Rio Branco. Outros sete mandados de prisão, 14 de busca e apreensão e 16 de condução coercitiva também foram realizados durante a mobilização da PF.

Além dos direcionados aos ex-prefeitos, mandados de prisão preventiva foram expedidos contra vereadores, ex-vereadores e ex-secretários municipais. A Operação Labor investiga uma organização criminosa formada por empresários e agentes políticos suspeitos de fraudar licitações.

A investigação da polícia começou em 2015 após uma denúncia. O grupo é acusado de contratar empresa de fornecimento de mão de obra terceirizada à Prefeitura Municipal de Brasiléia.

Do G1 Acre