Hoje os veículos de imprensa acreano divulgam áudio onde a mãe do deputado federal Major Rocha (PSDB), Socorro Rocha, posta no WhatsApp conversas onde o pré-candidato ao Senado pelo MDB, Márcio Bittar, detalha as entranhas da oposição.

O áudio de Marcio Bittar parece ter sido gravando durante encontro partidário recente, onde a trupe fala na aplicação de 30 milhões de reais na campanha do senador cruzeirense, dinheiro de origem não revelada, que viria de fora do Estado, e também revela que Bittar já se considera eleito senador, assim como Gladson Cameli (PP) governador. É nesse cenário político que Bittar faz suas projeções de futuro. Assim sendo, diz ser necessário a escolha de um suplente que possa assumir seu mandato após quatro anos, quando deve se candidatar ao governo deixado por Gladson Cameli, que, de acordo com sua análise, deve renunciar ao final do terceiro ano de mandato para que seu pretenso vice, Eduardo Veloso, assuma o governo. Presente a balbúrdia que impera no grupo, vale enumerar oito razões que conduzem o bloco oposicionista ao malogro nas urnas.

1. A oposição acreana segue do jeito que sempre foi: um amontoado de interesses egoístas individuais;

2. A oposição nunca teve um projeto para o Estado, com medidas cristalinas e sinceras para melhorar a vida e a sociedade acreana. Na falta de valores, a oposição vive sem nada poder oferecer.

3. A oposição não conseguiu produzir exemplos legítimos de gestões suas, ou mesmo proposições, que possam nos levar a acreditar que ela é capaz de dar conta do recado, ou seja, de governar no Acre. No popular, após quase 20 anos, os exemplos que surgiram são terríveis: Escândalos de corrupção e desmandos em Brasiléia, incapacidade de cuidar de cidades como Cruzeiro do Sul, para citar somente dois lugares.

4. A oposição só se comunica com a sociedade por um criticismo vazio de conteúdo, não é capaz de contrapor com um programa diferenciado do que está governando o Estado.

5. Os líderes da oposição carecem daquela imagem legitimada que só se constrói com longos períodos de conduta e coerência. Ou seja, eles brigam e se contradizem a todo instante, e todo tempo tem barraco em seu meio, ambiente impossível para uma ética da responsabilidade.

6. Não existem líderes capazes de pacificar o samba do crioulo doido reinante em cada pedaço da oposição, assim sendo, ninguém lidera ninguém, é cada um por só no reino de murici.

7. Finalmente, em tempos de redes sociais e sociedades conectadas, a oposição foi incapaz de convencer as pessoas, nós, de uma concepção de Estado, de governança, capaz de nos dar segurança de que o Acre estaria em boas mãos, caso ganhassem alguma eleição. A última década mostra o inverso, muita sede de ir ao pote e nenhuma verdadeira intenção de mudanças.

8. Porque a oposição é a oposição!

Fonte: página20.net