Golpe do deputado Alan Rick em Tião Bocalom tem como pano de fundo articulação de Gladson para acabar com terceira via, garante dirigente democrata.

O anuncio feito pelo deputado Alan Rick, que estará assumindo o DEM para apoiar o candidato Gladson Cameli (PP), roubou as atenções da cena política no começo da manhã desta segunda feira (22), e tem como pano de fundo a tentativa de desconstruir a terceira via, organizada por Bocalom e Coronel Ulysses.

O anuncio muda completamente o tabuleiro político apresentado até aqui. Causa uma reviravolta sem tamanho no cenário, e pega o Bocalom e seu apadrinhado Coronel Ulysses Araújo com as calças nos tornozelos.

“É Deputado Federal, mais nenhuma das votações importantes a nível nacional ele votou com o partido, e não tem nenhum pré-candidato a deputado estadual ou federal no partido trazido por ele, infelizmente. O presidente José Agripino, tem todas essas informações.” Disse a coluna Frank Lima, vice presidente estadual do DEM sobre o golpe dado por Alan Rick.

“Tudo isso foi orquestrado pela turma do Gladson Cameli e não passou de mais uma barrigada política, das tantas que já deram. O fato do Ulysses receber o apoio do DEM elevou o nível do debate para a eleição de governador do Acre para 2018… O Coronel Ulysses, vem arrebanhando apoio em vários segmentos da sociedade. Isso tá causando fúria no outro candidato, por que temos um pré-candidato forte, que se expressa bem e tá sendo entendido nas suas propostas. Temos um grupo forte capitaneado pelo Bocalom, que tem credibilidade e sabe fazer política. Tudo que aconteceu nas redes sociais de ontem pra cá não próspera. A executiva continua nas mãos do Bocalom e continuamos firme com a pré candidatura do Coronel Ulysses.” Concluiu Frank Lima.

A tomada do DEM é mais uma rasteira do grupo de Gladson Cameli, desta vez, contando com a vontade indisfarçável de Alan Rick ser vice, ardilosamente, executa nos bastidores de Brasília. Outros partidos já passaram por esse revés recentemente, e agora ao que parece é a vez do DEM.

Tão logo receberam a notícia, em Marechal Thaumaturgo, Coronel Ulysses e Tião Bocalom, cancelaram todas as agendas e embarcaram às pressas para Cruzeiro do Sul. Pelo visto, apesar das negativas de Bocalom, a coisa é séria.

Nessas de bater de frente com Cameli, alguns presidentes de partido, já tiveram seus diretórios refeitos e seus cargos revogados pelas executivas nacionais. Bocalom pelo visto é a bola da vez.

Uma outra ação em curso, que promete ainda muita dor de cabeça, para a candidatura Cameli, é a tentativa do PSDB e de assessores do senador, de isolar o candidato ao senado do PMDB, Marcio Bittar, e seu padrinho político Vagner Sales.

Para isso já se trabalha nos bastidores uma dobradinha entre a candidata tucana, Mara Rocha, e o senador Sergio Petecão.