Gladson: “Não tenho nada a ver com brigas de prefeito”

O candidato ao governo, senador Gladson Cameli (PP), se posicionou ontem acerca da briga existente entre o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (PMDB), e o ex-prefeito Vagner Sales (PMDB), inclusive, com a demissão de secretários. “Não indiquei ninguém para secretário, não incentivei ninguém a fazer mudança de secretariado, nunca conversei sobre este assunto, mas posso afirmar que esta briga é prejudicial para a oposição. Tenho o maior respeito e sei da importância política do ex-prefeito Vagner Sales no processo para me indispor com ele, para pedir a substituição dos secretários do seu grupo político”, asseverou Gladson. Sobre o confronto diz que vai procurar intermediar para que a paz volte a reinar, mas não tem como colocar isso na cabeça de ninguém. E que qualquer mudança que vier a ser feita no secretariado do prefeito Ilderlei Cordeiro é da inteira responsabilidade deste. “Não tenho nada a ver com a gestão do prefeito Ilderlei”, completou Cameli, acerca do episódio.

CANETA NA MÃO

Neste ponto o senador Gladson Cameli (PP) tem razão, quem tem a caneta na mão é o prefeito de Cruzeiro do Sul, que nomeia e demite quem entender. A briga com o grupo do ex-prefeito Vagner Sales (PMDB) é, exclusivamente, uma opção pessoal do prefeito Ilderlei Cordeiro.

ENGOLIR SAPOS

Volto a dizer que o ex-prefeito Vagner Sales tem que engolir calado os sapos desta história, ainda que esteja sofrendo uma traição política, porque assumiu o risco da briga ao escolher Ilderlei Cordeiro para lhe suceder, contrariando os apelos para o lançamento de outro nome.

MAIOR PATUSCADA

A maior patuscada desta história é o prefeito Ilderlei Cordeiro imaginar que a contratação de marqueteiros pode mudar a sua gestão. Mudam nada! O que pode mudar a sua administração é única e exclusivamente cuidar da cidade tirando o lixo das ruas e tapando os buracos.

MARA QUEBRA O CICLO MASCULINO DO SENADO

Não teremos mais só os candidatos masculinos disputando as duas vagas do Senado. Uma mulher, a jornalista Mara Rocha (PSDB), entrou no páreo e é a oitava postulante a uma vaga de senador. A sua candidatura nasceu da exigência da direção nacional de que os tucanos têm de ter uma mulher no cenário da disputa e que o partido não pode deixar de ter nome ao Senado.

PRONTA PARA O DESAFIO

Conversei ontem com a jornalista Mara Rocha sobre a sua candidatura. Disse que é para valer e atende a um chamamento da direção nacional do PSDB, notadamente, do movimento das mulheres do partido. Falou sentir-se motivada com o apoio recebido e está pronta para a luta.

ESPAÇO PARTIDÁRIO

Mara nega que a sua candidatura tenha a intenção de prejudicar qualquer candidato da oposição. “É mais uma opção para o eleitorado”, assinala. Na sua visão o PSDB é um partido grande, não pode ficar a reboque de outras siglas, e tem que buscar seu próprio espaço.

REAÇÃO NO PMDB

A coluna tem informação que, quem reagiu contra a candidatura da jornalista Mara Rocha (PSDB) foi o grupo do senador Márcio Bittar (PMDB), que, inclusive, levou a reclamação aos assessores da candidatura do senador Gladson Cameli (PP) a governador. Acham que, o PSDB não pode ficar com a indicação do vice e ter candidato ao Senado. Pedem a retirada do nome.

INDICAÇÃO PESSOAL

A reação do presidente do PSDB, Major Rocha, é conhecida a este respeito. Reafirma que a candidatura do médico Eduardo Veloso (PSDB) é uma escolha pessoal do candidato a governador, Gladson Cameli (PP), que o PSDB acatou. “Não foi indicação nossa”, pontua.

NO REDUTO DO PT

Na última pesquisa para o governo realizada pelo DATA-CONTROL, se registrou que não é em Cruzeiro do Sul, onde Gladson Cameli (PP) tem a sua maior aceitação, embora seja excepcional, mas em Mâncio Lima, que é governada pelo prefeito petista Isac Lima. O PT ficou com uma beirinha dos votos.

PEQUENA INFLUÊNCIA

Isso mostra que será pequena a influência do prefeito Isac Lima (PT) na transferência de votos para o candidato do PT a governador, Marcus Alexandre. Transfere um índice diminuto.

MAIS BEM AVALIADOS

A mesma pesquisa do DATA-CONTROL mostrou que os três prefeitos mais bem avaliados são Mazinho Serafim (Sena Madureira), Caetano (Acrelândia) e Fernanda Hassem (Brasiléia). Os três prefeitos têm algo em comum, pegaram os seus municípios inadimplentes e arrasados.

PERDEU A HEGEMONIA

Quem garantiu a eleição do governador Tião Viana foi a votação dos municípios de Feijó e Tarauacá. Nesta eleição o quadro mudou. Pelo menos até aqui. O senador Gladson Cameli (PP) é o preferido do eleitorado dos dois antigos redutos petistas.

LEQUE DE ESCOLHA

O novo leque de escolhas de candidatos a senador passou a oito nomes. Jorge Viana (PT), Ney Amorim (PT), Sérgio Petecão (PSD), Márcio Bittar (PMDB), Minoru Kinpara (REDE), Sanderson Moura, Fernando Lage e agora Mara Rocha (PSDB). O lado bom do quadro: nomes qualificados.

POR CIMA DA CARNE SECA

A IBB continua por cima da carne seca na política. A coluna tem informação que foi dada uma cota para a representação da Igreja Batista do Bosque, em Cruzeiro do Sul, pelo prefeito Ilderlei Cordeiro, para que os seus Pastores indiquem dois secretários para aquela prefeitura.

EVANGÉLICO FANÁTICO

O prefeito Ilderlei Cordeiro se tornou um evangélico fanático e fervoroso dos quadros da IBB.

NÃO SE TROMBA COM A JUSTIÇA

O prefeito de Senador Guiomard, André Maia, está entrando pelo caminho errado em trombar com a justiça para manter a secretária de Saúde, Dinha Carvalho, mesmo esta tendo condenação de improbidade transitada em julgado, sendo impedida de ocupar cargo público. É um enfrentamento altamente perigoso.

MÁXIMA DA GESTÃO

Numa gestão pública não se coloca abacaxi no colo, se livra. Há recomendação judicial para a demissão da secretária Dinha Carvalho e não cumpriu. E coloca outro abacaxi no colo, com esta briga com o vice-prefeito Judson Costa. Está abrindo muitas frentes de confrontos.

ACREDITO NISSO

Respeito quem pensa o contrário. Mas continuo a crer que, a disputa do governo será equilibrada. Gladson Cameli (PP) é altamente popular, o melhor nome da oposição nas duas últimas décadas. Marcus Alexandre (PT) também é popular e tem as máquinas públicas a seu favor. E é muito cedo, a campanha nem foi para as ruas, para se afirmar estar a eleição decidida sem segundo turno. Até que fatos se tornem nítidos não creio em um turno só.

SABIAM DA CARTILHA

Os prefeitos acreanos que tiveram os seus repasses bloqueados pelo INSS, sabiam que teriam que pagar como prioridade os parcelamentos das dívidas, sobre pena de resgate do FPM. Assumiram o risco do bloqueio. Pagar é a única solução para não fecharem as portas.

CULTURA DO PÚBLICO

O empresário da iniciativa privada paga os seus encargos, por qual motivo o gestor público quer privilégios? E nem cabe a desculpa que estas são dívidas de antecessores, quem casa com a viúva cria os filhos, a dívida é da prefeitura e não do gestor. Se elegeram prometendo soluções.

NÃO É TAREFA FÁCIL

Tive dando uma olhada nos nomes que formam a chapinha dos nanicos para deputado federal. Pinço no máximo dois com densidade. Por isso, não será tarefa fácil eleger um Federal.

ZÉ DE VOLTA

Quem vai tentar pelo PMB uma volta para a ALEAC é o ex-deputado Zé Carlos. Bom nome.

VICTOR ROMERO

O prefeito Ilderlei Cordeiro poderia fazer uma escolha acertada na troca de secretários, se colocar na Secretaria de Esportes, o esportista Victor Romero, que é do ramo e já atua em ações sociais com a população carente. Além de lhe ser leal e muito competente no que faz.

PARA A REFLEXÃO

Um tópico da entrevista do Jô Soares , na revista “Isto É”, sobre política, que merece uma reflexão. Eis: “Cada vez mais fica evidente que há necessidade de separação entre política e economia. A economia passa por um momento de recuperação que é atrapalhado pela política. Esse é um fenômeno mundial. Hoje existe um partido nazista na Alemanha em ascensão. No Brasil, acontece uma polarização entre esquerda e direita, só que os dois lados não existem. Quem é o Lula? Um cara julgado e condenado como ladrão, e continua arrastando os seus 35% de eleitores – e não deve mais passar disso. Isso porque as pessoas de classe média que o apoiaram achando que ele daria fim à corrupção viram exatamente o oposto. Por outro lado, não é possível que o Bolsonaro consiga levar uma quantidade significativa de votos. A política é um caldeirão. Vamos ver como vai ser o rescaldo para esse caldeirão. As coisas têm que se esgotar nelas mesmas. Todo movimento real revolucionário, o trotskista, por exemplo, não teve sequência, porque mataram o Trótski. O poder mata”.