Michel Temer: Brasil, o país do Robin Hood às avessas

Robin Hood ficou famoso por tirar dos ricos e dar aos pobres. Ele era inclemente com os poderosos e gracioso com o povo.

 Por Cesário Campelo Braga 

Busquei na literatura um personagem que representasse o contrário de Hood para nominar o que estamos vivendo no Brasil, um governo medíocre, marcado pela subserviência com os grandes e a inclemência com os pequenos. Não encontrei, mas vamos aos fatos.

A decisão que o presidente Temer tomou nessa sexta-feira e as que ocorreram no ano passado nos colocam na condição de sermos o país do Robin Hood às avessas.

Ontem, 05 de janeiro de 2018, Temer vetou um projeto que permitiria o parcelamento de dívidas das micro e pequenas empresas do Simples Nacional. Não estamos falando de indústrias, megaempresas, petroleiras, essas empresas do Simples são aquelas famosas empresas da família que abrimos no quintal de nossas casas, nas esquinas. São os sonhos de milhares de brasileiros e brasileiras por uma oportunidade de trabalho digno.

Já no dia 28 de dezembro 2017, Temer sancionou a lei que amplia o Repetro, regime que permite a isenção de tributos a empresas internacionais que exploram petróleo no nosso país. Estamos falando das maiores empresas do mundo que receberão amavelmente cerca de R$1 trilhão em renúncia fiscal nos próximos 20 anos.

De um lado o governo veta a possibilidade de parcelar as dívidas dos pequenos que ajudam o Brasil e geram empregos. Parcelar, isso mesmo, no final das contas as empresas teriam que pagar. Já do outro lado ele elimina cerca de 1 milhão de empregos da indústria nacional petroquímica e naval, e dá de mãos beijadas R$ 1 trilhão a empresas de fora.

Não um Robin Hood, mas será necessário a conscientização de mais 200 milhões de brasileiros e brasileira para que nunca mais essas injustiças aconteçam.