Número de casos na cidade aumentou de 32 para 41. Dos 9 novos casos, seis pessoas foram diagnosticadas em Cruzeiro do Sul e três em outras cidades, mas são tratadas no município.

O número de casos de Aids teve um aumento de 28% em relação a 2016 em Cruzeiro do Sul. O município tinha registrado 32 pessoas com a doença e em 2017 já são 41. Dos 9 novos casos, seis pessoas foram diagnosticadas em Cruzeiro do Sul e três em outras cidades, mas são tratadas no município.

“Eles entram na contagem porque, apesar de não terem sido diagnosticados aqui, recebem tratamento do município, então, fazem parte da contagem”, falou coordenadora municipal de DST/Aids e Hepatites Virais, Sandra Abensur.

Dos casos, dois são em grávidas que estão sendo monitoradas, segundo a coordenadora. “Elas estão sendo acompanhadas com muita frequência porque precisam de um cuidado especial para que essas crianças não contraiam a doença”, afirma.

Há menos de um mês, Sandra disse que uma mulher que recebia tratamento teve bebê e a criança está recebendo leite especial. “A mãe não pode amamentar, então, todos os meses fazemos a doação de leite para esse bebê e vamos acompanhar até os dois anos para saber se a criança vai desenvolver a doença”, acrescenta.

Dia D

A coordenadora disse que as ações já estão acontecendo nas zonas rural e urbana de Cruzeiro do Sul com testes rápidos em comunidades mais afastadas.

O dia D vai ocorrer na praça, no Centro da cidade, em 1 de dezembro quando é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. “Vamos fazer testes rápidos para tentar encontrar mais casos e oferecer tratamento o quanto antes”, acrescenta Sandra.

A doença

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, mais conhecida como Aids, é causada pelo vírus do HIV. Como esse vírus ataca as células de defesa do corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves.

Como o HIV está presente no sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno, a doença pode ser transmitida de várias formas: sexo sem camisinha, de mãe infectada para o filho durante a gestação, parto ou a amamentação, uso da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa, instrumentos que furam ou cortam não esterilizados entre outros.

Do G1 Acre