O tribunal do júri da Comarca Jurídica de Epitaciolândia realizou mais um julgamento presidido pela juíza da vara criminal Dra. Joelma Ribeiro Nogueira, durante toda manhã desta quarta-feira (22).

Em relação há uma tentativa de homicídio que ocorreu no dia 12 de maio do decorrido ano, onde o réu Daniel da Santos, 29, vulgo ‘Jarlindo’, tentou contra a vida do trabalhador braçal Raimundo Silva e Silva, 35, com três tiros de arma de fogo modelo revolver calibre 38, sendo que apenas dois atingiram a vitima no braço e outro no abdômen.

O réu que tem nacionalidade brasileira, também tem identidade boliviana com o nome de Yalino Valência Muñoz. No Brasil, foi informado que já foi preso por diversos crimes e que também já foi julgado por outra tentativa de homicídio. Dessa vez o tribunal do júri após mais de seis horas de julgamento, ouvir a vitima e mais quatro testemunhas julgou e condenou Daniel da Silva há seis anos, seis meses e doze dias de prisão em regime fechado pelo crime de tentativa de homicídio qualificado.

O promotor de justiça da vara criminal do Ministério Público do Acre – (MPAC), Dr. Ocimar Júnior falou sobre o desfecho do julgamento: ” O julgamento de hoje com uma tentativa de homicídio qualificado, o réu conhecido como ‘Jarlindo’ (Daniel da Santos) o último júri realizado no ano de dois mil e dezessete aqui na comarca de Epitaciolândia. E o Ministério Público mais uma vez trabalhou com a tese acusatória trazida na denúncia, expôs todas as provas, materialidade e autoria.

E foi reconhecido pelo conselho de sentença, os jurados, a responsabilidade pela tentativa de homicídio contra a vitima Raimundo. Mais uma vez a sociedade que vem aqui fazer justiça que neste caso trouxe um grande clamor pra sociedade… Mais uma vez o Ministério Público sai satisfeito mais uma vez, novamente afirmando que a defesa feita aqui, é a defesa da sociedade, da vitima. O Ministério Púlblico tá aqui pra garantir os direitos da nossa sociedade, principalmente o tribunal de júri onde se concretiza com maior efetividade.”

A defesa que no ato foi representada pela advogada Dra. Paula Alecarli, falou sobre o resultado do julgamento: “Para que aja recurso desses altos, vai precisar que o réu manifeste e seja nomeado um novo defensor para que esteja representando em segunda estância. Mais eu acredito que el se conformou com a decisão, até porque ele está recluso a algum tempo, então, a previsão de progressão de regime já não é algo mais tão distante. Acredito que ele saiu daqui conformado com resultado do julgamento.” Finaliza a advogada de defesa. O réu após conversar com a família, foi encaminhado para Rio Branco onde cumprirá pena no presidio estadual Franciso D’Oliveira Conde na capital, em regime fechado.

Por Almir Andrade / Noticias da Fronteira