Da conferência sairão propostas para ações de promoção da igualdade racional em nível nacional.

  Por Mágila Campos 

“Um ato de resistência do povo negro.” Foi assim que Almerinda Cunha, Diretora do Departamento de Promoção da Igualdade Racial do Acre, definiu a IV Conepir – Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial.

“Estamos vivendo um momento de retrocesso. Então, ou a gente se junta para defender os nossos direitos ou iremos perder o que já conquistamos com tanta dificuldade”, destacou.

Cunha lembrou ainda que o seminário estadual é um marco de vitória, porque o Acre conseguiu realizar conferências municipais em todos as 22 cidades. “Considero essa conferência vitoriosa  porque antes da estadual já haviam sido realizados debates em todo o estado”, frisou.

O seminário tem como tema principal “O Acre pleno de direito na década dos afrodescendentes”, tendo se iniciado na manhã desta terça-feira, 31, na Universidade Federal do Acre (Ufac), e vai até quarta-feira, 1.

Um dos objetivos do encontro é discutir as desigualdades sociais que afetam as populações negra e indígena.

Jota Conceição, chefe da Divisão de Direitos Individuais da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), lembrou que esse movimento é um grande marco histórico “em que o estado brasileiro reconhece as desigualdades sociais que a comunidade negra viveu ao longo da história”.

Preparação para o nacional

Da Conferência Estadual vão ser tiradas propostas e delegados que irão ser apresentadas durante o Seminário Nacional, que será realizada de 27 a 30 de maio de 2018, em Brasília. Dandara Tonantzin, representante do Conselho Nacional da Igualdade Racial, está participando das discussões e disse que o estado está dando um exemplo para o país.

“O Acre é o quarto estado brasileiro a realizar essa conferência mostrando que a pauta da igualdade racial é de fato, pauta prioritária para esse governo. Então quero parabenizar a todos pela grande iniciativa”, ressalta.

O seminário é realizado pelo governo do Estado, por meio da Sejudh, e diversos órgãos locais voltados para a promoção da igualdade racial. Conta com representantes de movimentos sociais de toda a região.