Em todo o Brasil, o acréscimo foi de 119%, passando de 20.557 entre janeiro e setembro de 2016, para 45.104 infrações no mesmo período desse ano, segundo Denatran.

O uso da cadeirinha ou assento de elevação, obrigatório por lei para todo motorista que transporta crianças de até 7 anos, não tem sido cumprido por alguns condutores. O número de infrações para motoristas que transportam crianças sem a cadeirinha cresceu.

Em todo o Brasil, o acréscimo foi de 119%, passando de 20.557 entre janeiro e setembro de 2016, para 45.104 infrações no mesmo período desse ano, segundo o Departamento Nacional De Trânsito (Denatran).

Ao Jornal do Acre 2ª edição, o agente do Detran no Acre, Carlos Jorge, conta que essa é uma situação de infração gravíssima, de responsabilidade do condutor e sete pontos na carteira.

“Não gosto de falar da infração, dos valores, pois acho que não há valor nenhum que cubra o custo de uma vida”, diz.

No Acre, o número de autuações aplicadas para os motoristas que não fazem o uso da cadeirinha para transportar crianças dispararam do ano de 2016 para 2017. Segundo informações do Denatran, em 2016 foram sete autuações e em 2017, foram 109.

Para colocar uma cadeirinha no carro, não é complicado, segundo explica o agente de trânsito. “A cadeirinha é presa no cinto do carro, é colocada no banco da mesma forma que o bebê conforto. Tem que andar atrás do banco do passageiro ou do motorista e nunca no meio, porque é mais perigoso”, fala.

Para os motoristas conscientes, a cadeirinha é indispensável, como é o caso da funcionária pública, Zilda Antonia de Souza.

“Eles não gostam de estar no carrinho, eles gostam de estar no colo dos pais. Mas, coloca na cadeirinha? Coloco na cadeirinha, tem de acostumar desde novinho”, diz.

A dona de casa Najila Martins dos Santos também compreende a importância da utilização do objeto para que todos, já com os cintos afivelados, possam seguir viagem em segurança. Segundo ela, só de pensar em entrar no carro já coloca a filha direto na cadeirinha.

“Pode acontecer de dar uma freada brusca e ela está segura na cadeirinha com o cinto de segurança. Eu me sinto mais confiante assim. Eu costumo dizer para minha filha de sete anos o seguinte: 'usa sempre o cinto de segurança'. Não pela regra de trânsito, mas pela segurança em si”, fala.

Do G1 Acre