PMDB trabalha uma coligação com PSDB e DEM

“O senador Gladson Cameli (PP), talvez pela sua juventude, não está exercendo a liderança que deveria ter na oposição como o nosso melhor nome para disputar o governo. Então não posso ficar parado”. A afirmação foi feita ontem à coluna pelo ex-prefeito Vagner Sales (PMDB). Ele criticou duramente o PP, por procurar se isolar tendo o candidato ao governo, fazendo pouco caso dos aliados. ”Estão completamente errados”! Vagner está tentando unir e formar uma chapa para a Câmara Federal com PMDB-PSDB-DEM. “Não só seria uma chapa forte, mas nos fortaleceria no debate com o PP no campo majoritário, como a escolha do nome para vice-governador. Já tive com a executiva do PSDB, com a do DEM e converso esta semana com o Tião Bocalon (DEM) e o Major Rocha (PSDB), disse. “Vamos aparar as arestas”. Acha que essa é uma ideia que vai dar certo, porque separados perderiam força no debate da chapa majoritária, enfatizou. Para Vagner não se trata de confrontar a candidatura do senador Gladson Cameli (PP), com outro candidato ao governo, vamos com o Gladson, mas temos quer ser visto com respeito no debate pré-eleitoral e na campanha. Jamais o PP nos deixará isolado, porque neste caso, o prejuízo para a candidatura majoritária será fatal, advertiu. Este fim de semana será de articulações para o fechamento e o anúncio da coligação.

UMA CHAPA CONSISTENTE

Caso aconteça a coligação DEM-PSDB-PMDB haverá condições de formar uma chapa muito competitiva para deputado federal. Teria nomes de peso como Flaviano Melo, Jéssica Sales, Alan Rick, Tião Bocalom, Major Rocha, entre outros que completariam a totalidade das vagas.

VOLTARIA A CENA

Com essa coligação voltaria á cena do debate quem será o vice do senador Gladson Cameli (PP). Como o nome do deputado federal Alan Rick (DEM) nunca foi visto com simpatia, mas como imposição, a coluna tem informação que apresentariam o do Tião Bocalom (DEM).

MARINHEIRO DE PRIMEIRA VIAGEM

O médico Eduardo Veloso, cotado para vice da oposição, filiou-se ao PSDB.

PELO MENOS NÃO ATRAPALHARÃO

O comentário foi feito ontem por alguém que circula pelos corredores da prefeitura de Rio Branco: “os vereadores Célio e Clésio, do PSDB, se forem candidatos a deputado estadual, podem até não pedir votos para ao Marcus Alexandre para o governo, mas não atrapalharão por terem espaços na PMRB”. E nada mais disse e nem lhe foi perguntado.

PRESTÍGIO INCÓLUME

O diretor do DETRAN, Pedro Longo, perdeu a presidência do PSL, mas continuou com o seu prestígio irretocável com o prefeito Marcus Alexandre. É o único ex-presidente de partido que consegue manter uma secretaria de porteiras fechadas na prefeitura de Rio Branco.

DIÁLOGO TRUNCADO

Deputado Jenilson Lopes (PCdoB) – Vamos discutir uma coligação do PRB com o nosso partido, estamos abertos?

DIEGÃO (PRB)- Podemos discutir, mas depois que vocês retirarem a candidatura do Edvaldo Magalhães (PCdoB) a deputado estadual.

Jenilson deu um riso amarelo e a conversa cessou no empecilho colocado.

CHAPA PRÓPRIA

Essa dificuldade que o PCdoB está tendo em conseguir coligações com os chamados partidos nanicos esbarra justamente na candidatura do ex-deputado Edvaldo Magalhães, que é avaliado como um nome que já chega tomando uma vaga numa coligação. Não estão errados.

CONSENSO FORMADO

Tive a informação ontem que, não é apenas o deputado Heitor Junior (PDT) que cerrou a porta para a deputada Maria Antônia (PROS) entrar no PDT. Os dirigentes do PRB e PODEMOS, com os quais o PDT trabalha uma coligação, também dizem que, se ela vir acaba a conversa.

NÃO É EMPECILHO

Mas este cenário não é empecilho a uma possível reeleição da deputada Maria Antônia (PROS), que tem um sólido trabalho social e uma interação muito forte com o eleitorado do Juruá . Na última eleição disputou na coligação forte do PT e se elegeu bem votada.

OUTRA VOZ QUE SE SOMA

Sobre o debate de que o sistema público de saúde venha a ser gerido por Organizações Sociais, ou mesmo por gestões descentralizadas e autônomas, já deu certo em Sena Madureira, quando o hospital do município era administrado neste modelo, lembrou ontem, o deputado Nelson Sales (PP).

NOME NOVO NA DISPUTA

O deputado Lourival Marques (PT) admitiu ontem que estuda com carinho convites que lhe foram feitos por setores produtivos para que seja candidato a deputado federal na próxima eleição. Lourival entrará numa chapa para disputar com nomes como os de Sibá Machado, César Messias, Raimundo Angelim, Léo Brito e Perpétua Almeida. É algo desafiador.

ESFREGANDO AS MÃOS

Quem ficou esfregando as mãos foi a deputada Leila Galvão (PT) e os demais parlamentares que disputarão vagas de estadual pelo PT, porque Lourival Marques (PT), seria um nome forte para a reeleição, e deixará um espaço aberto.

INVANDIU AS RESIDÊNCIAS

Que cena mais triste a que aconteceu esta semana, com uma mulher grávida e seu bebê, sondo mortos por bandidos na sua própria residência e ferindo os demais familiares. A violência ultrapassou os muros da periferia e chegou no centro.Me recuso se contentar com gráficos de que Rio Branco não está entre as mais violentas do Brasil, a realidade que vivemos é outra, de uma cidade violenta sim e ao extremo, porque há poucos anos era pacífica.

NÃO É POR OMISSÃO

E não é por omissão do secretário de Segurança, Emylson Farias, que é esforçado, corajoso, faz questão de estar presente nas operações policiais. A PM também não é omissa. Acho que estamos perdendo a guerra no setor de inteligência e na falta de uma presença mais efetiva de policiais nas ruas, que se não resolve de todo, inibe. Mas o flanco continua sendo as fronteiras, abertas, por onde entram drogas e armas livres. Prova das AK-47 e AR-15, armas de guerras, aprendidas com os bandidos.

ARTICULAÇÃO GOVERNAMENTAL

A entrada do secretário de Saúde, Gemil Junior, no PRP, está sendo coordenada pelo governador Tião Viana. Não creio que o presidente do PRP, Julinho, dirá não ao Tião.

LIVRE PARA A DISPUTA

Com a sua condenação criminal em grau de recurso, o vereador Carlos Juruna, poderá sim ser candidato a deputado estadual, ao contrário do que alguns andaram afirmando a respeito.

CÂMARA CONTAMINADA

Quando vejo o vereador Emerson Jarude (PSL) protestando contra a enxurrada de sessões solenes na Câmara Municipal de Rio Branco, chega-se à conclusão que foi contaminada pela prática da Assembléia Legislativa. As sessões têm que ser destinadas aos debates e não para atos de elogios.

POR QUAL RAZÃO O PRIVILÉGIO?

Ninguém arrecada mais que as igrejas, principalmente, as evangélicas, daí porque não dá para se entender o motivo do privilégio pelo qual são isentas de impostos. Não há justificativa plausível para este benefício.

PREPARANDO A VOLTA

O ex-deputado Elson Santiago estava ontem pela Assembléia Legislativa e anunciando com quem conversava que será candidato novamente a deputado estadual. Falta definir ainda por qual partido. Deverá ser pela FPA, porque ocupa uma assessoria especial no governo.

PEDRINHO OLIVEIRA

O ex-vereador Pedrinho Oliveira, da família Petecão, será candidato a deputado estadual pelo PSD.

SEM QUALQUER CHANCE

Para o deputado Nicolau Junior (PP) não há a mínima chance do PP fazer uma coligação para deputado estadual com o PMDB ou outro partido. Alega que o PP tem uma chapa completa.

COSTURANDO O INTERIOR

O deputado Ney Amorim (PT) anda costurando bem seus apoios no interior. Ontem, para variar, havia mais um grupo de vereadores esperando para falar com ele. Isso é normal na ALEAC.

UMA LUZ PARA O PRÓ-SAÚDE

O secretário de Saúde, Gemil Junior, se somou ao deputado Daniel Zen (PT) no objetivo de que as UPAS e o PS possam ser geridos por Organizações Sociais, como forma de melhorar a gestão e redução de despesas. Disse ontem que já trabalha há quatro meses com uma equipe em cima da ideia, esteve em Goiânia por três dias para verificar unidades de saúde geridas por OS, para que o modelo venha a ser implantado no Acre. É uma forma moderna de administrar, que não teria inclusive a burocracia e as regras que tem o sistema de saúde sob o comando do governo para a compra de medicamentos. O governador Tião Viana está engajado na ideia e incentivado, porque quer deixar esta experiência de sucesso como legado da sua administração na Saúde. A defesa feita pelo secretário de Saúde, Gemil Junior, é perfeita, porque diminuiria o tamanho do Estado e colocaria o complexo sistema de Saúde nas mãos de organizações civis ou religiosas, como já acontece com sucesso no Hospital do Juruá. Lembra que neste sistema até os profissionais demitidos do Pró-Saúde poderiam ser absorvidos pelo novo modelo nas UPAS e PS. No Poder Público ou se busca a eficiência no atendimento, com modernidade ou se continuará com um antigo conceito de administrar.