Daniel da Silva Pereira e o irmão Isaque da Silva Pereira, torturaram o cunhado até a morte na zona rural de Brasileia.

Nesta terça-feira (3), foi realizado mais um julgamento pelo tribunal de júri de Brasiléia, desta vez de um homicídio que ocorreu no dia (2) de abril deste ano envolvendo uma confusão entre irmãos que terminou na morte do cunhado que se encontrava na zona rural, cerca de 45 km da cidade com acesso pelo ramal localizado no km 19 da Estrada do Pacífico.

O réu Daniel da Silva Pereira (29) que estava em posse de um revolver na companhia do irmão Isaque Pereira da Silva, teriam atirado na perna da vitima que era cunhado, foi amarrado e além de ser torturado foi espancado com pedaço de pau e o corpo riscado com um canivete, que não resistiu e foi a óbito. Foram a julgamento durante todo o dia desta terça-feira no fórum criminal de Brasiléia Dr. Evaldo Abreu de Oliveira, e que depois de horas a sentença saiu no final da tarde.

E o tribunal de júri formado por cinco mulheres e dois homens, presidido pelo juiz da vara criminal, Dr. Clóvis de Souza Lordi optou pela condenação do réu  Isaque Pereira da Silva, que foi condenado à 59 anos, 10 meses e 16 dias de prisão com inicio de regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio ao outro irmão da vitima mais o roubo da arma de fogo de Gilvan. Já Daniel teve a condenação de 32 anos, 1 mês e 9 dias, pelos crimes de tentativa de homicídio ao irmão da vitima e o roubo da arma.

O novo promotor de justiça Dr. Ocimar da Silva Sales júnior, falou sobre o fechamento do julgamento:  “Mais uma vez o tribunal do juri de Brasiléia efetivou a justiça, e essa condenação ela representa a aplicação da lei efetivamente e que no nosso município não ha espaço, não ha campo pra justiceiros… O tribunal do júri hoje reconheceu que a lei que deve ser aplicada é aquela pelo poder judiciário.” e finalizou dizendo ” Mais uma vez o tribunal de júri tem nosso conhecimento do Ministério Público, porque fez valer a justiça que é o que mais clama a sociedade no momento atual.”

Já a defesa dos réus presidida pelo Dr. Cleyson Holanda, que não ficou satisfeito pois segundo ele “Analisando toda a situação o presidente do tribunal do júri embora tenha citado na sentença que a questão da confissão do Isaque ao ver da defesa na prática não aconteceu, foi ignorado a confissão embora ele venha justificar que a pena tenha sido alta por questão de ter acontecido na zona rural, dificuldade do socorro da vitima… e ainda considerando ao Daniel, segundo acusado a situações entre o próprio júri se confronta com que diz o Daniel, quando confessou a prática do crime mesmo assim houve equivocadamente por parte dos jurados um entendimento de que o Daniel também se envolveu na mesma pratica criminosa do Isaque.” Finalizou.

Por Almir Andrade / Noticias da Fronteira