Gladson tenta se apropriar de ações desenvolvidas pelo governo do Estado. “O tratado é resultado de um longo período de negociação entre Brasil e Peru, tendo como intermediário o governo do Acre”.

Na história, o espaço para espertalhões são breves. Esses, quase sempre, são relegados ao esquecimento, ou, muitas vezes, lembrados apenas como os que usaram de expedientes nada recomendáveis para lograr sucesso. O senador Gladson Cameli (PP), provavelmente, desconhece esses ensinamentos que a História, mãe de todas as disciplinas, sempre ensina.

Nesta sexta-feira, por exemplo, uma manchete chama atenção em alguns sites e blogs do Acre. Diz a manchete: “Gladson anuncia abertura do mercado peruano para exportação da carne suína”. O enunciado jornalístico faz crer que o senador em questão seria o responsável pelo feito que é de grande importância para a economia acreana e que é uma luta tenaz do governo Tião Viana (PT), desde o primeiro mandato inaugurado em 2011.

O texto em questão foi produzido e distribuído pela assessoria de imprensa do senador pepista. Gladson, que estava em visita a Cruzeiro do Sul, convocou entrevista coletiva para anunciar um acordo que havia sido firmado entre o Brasil e o Peru, horas antes, centenas de quilômetros dali, na cidade peruana de Iñapari, na fronteira com a cidade acreana de Assis Brasil.

O acordo em questão foi assinado pelo o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Blairo Maggi e o ministro da Agricultura do Peru, Miguel Barandiarán. O Acre foi representado pelo diretor-presidente da Agência de Negócios do Acre (Anac), Inácio Moreira.

Esse encontro bilateral se deu independente da vontade de Gladson Cameli. Na verdade, foi o resultado de um longo período de negociação entre Brasil e Peru, tendo como intermediário o governo do Acre. Ele foi, principalmente, o coroamento de uma política de incentivo da cadeia produtiva do suíno, que tem como verdadeiro promotor o governador Tião Viana. É dele o mérito por ter instalado hoje no Alto Acre, uma planta de beneficiamento de carne suína na cidade de Brasileia, bem como de todas as tratativas com o governo daquele país para resolver os entraves aduaneiros e sanitários.

“São mais de dois anos que estamos em reuniões bilaterais, sempre com orientação do governador Tião Viana, para agora conseguirmos liberar nossa carne suína para o mercado peruano”, destacou Inácio Moreira.

O gestor explicou que, do encontro, ficou definida a dada de 30 de novembro para que, definitivamente, sejam formalizados todos os protocolos aduaneiros e sanitários que permitam a exportação da carne brasileira para o Peru.

“Temos um produto de qualidade que é produzido pelo nosso pequeno e do médio produtor familiar, que terão a segurança de que, num raio de 750 quilômetros, haverá um grande mercado consumidor, estimado em 30 milhões de habitantes, que estarão consumindo a nossa proteína animal”, garantiu o presidente da Anac.

O mérito desse importante momento econômico para o Acre também é do empresário Paulo Santoro, proprietário da Dom Porquito. Ele disse que a meta é dobrar ou triplicar a produção nos próximos dois anos, tendo em vista a exportação para o mercado peruano.

“Vale ressaltar o empenho do governador Tião Viana, o empenho do embaixador Marcus Raposo e o empenho da Anac”, disse Santoro.

Fonte: pagina20.net