Coluna do Amaral

Crime (des)organizado deixa o Acre em pânico de novo

O terror voltou

A capital explodiu com a violência na véspera da Revolução Acreana e ofuscou o brilho da data comemorativa com o terror que tomou conta da cidade novamente. Desde 2015 o Acre padece de atos criminosos nos bairros da periferia, principalmente.

Do céu ao inferno

A população que participou da euforia da inauguração da grande rede de lojas varejistas Havan em Rio Branco disputando seus edredons, viu de uma hora pra outra tudo desmoronar a noite  com tiroteios, mortes e incêndios espalhados por várias partes da cidade.

Incerteza

Os rio-branquenses foram tomados pelo medo com as notícias nas redes sociais sobre a escalada de violência e a discussão de quando tudo isso vai parar. Ou se é um caminho sem volta? Basta lembrar que contabilizando os ataques a ônibus escolares, coletivos e particulares já se aproxima de 60 veículos incendiados desde 2015.

A Retaliação que não convence

Segundo explicações da secretaria de segurança pública, divulgadas em jornais e redes sociais, os ataques foram uma retaliação de facções ao bloqueio de sinal telefônico nas unidades prisionais da capital. Se isso é totalmente verdade, o que tem a ver tantas tentativas de homicídios com pessoas ligadas ao crime? Então, leva a crer que mais uma vez o sistema tenta passar a ideia que não há disputa territorial de facções. Pena que as evidências não corroboram. Eles estão jogando as cartas de coringa e o sistema está recolhendo as sobras e o estrago deixado pelo caminho.

Plácido in memorian

O Acre está precisando de um novo insurgente para enfrentar os problemas do Acre com planejamento estratégico a médio e longo prazo. Já passou a fase dos carros, motos, apitos, conselheiros e outros motes governamentais. Está na hora do governo assumir a responsabilidade de fazer uma força tarefa nas fronteiras, nas ruas e em todo lugar que garanta a segurança da população. A Terceira República do Acre proclamada por Plácido não pode ser tomada de assalto por grupos criminosos. Que seu túmulo em Porto Alegre não escute o clamor do povo em busca de um herói.

6 de agosto

Esta palavra lembra logo o bairro do 2º distrito que carrega homenagem histórica da Revolução Acreana. Também de forma controversa, os bolivianos já comemoravam a Independência da Bolívia nesta data muito antes da guerra. A astúcia de Plácido de Castro o fez em 1902 atacar instalações bolivianas em plena festa da independência e rendeu os bolivianos iniciando aí sua saga por conquistas. Parabéns ao povo do Acre por lutarem para fazer parte do Brasil!